Antes mesmo da conclusão da primeira rodada da Copa do Mundo do Catar, um assunto chama atenção: a quantidade de minutos acrescidos por cada árbitro após o fim do tempo regulamentar das partidas.
Na goleada da Inglaterra sobre o Irã na última segunda-feira, 21, o brasileiro Raphael Claus deu 24 minutos de tempo adicional – somados dez minutos no primeiro tempo e 14, no segundo. A lesão do goleiro iraniano Beiranvand explica boa parte desse número, mas não tudo: há uma orientação expressa da Fifa para que a arbitragem não economize no tempo extra.
Em entrevista antes da Copa, o chefe de arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, afirmou que a prioridade era diminuir a quantidade de tempo desperdiçado nos jogos – a famosa “cera”. Ele disse que as seleções presentes no Catar foram avisadas de que os acréscimos aumentariam em consequência disso.
“Isso precisa ser compensado no fim. Não podemos achar normal que o jogo tenha só 42, 45 minutos de bola rolando. Na Copa da Rússia, foi normal vocês verem o quarto árbitro levantar a placa indicando 7, 8 ou 9 minutos de acréscimo. Nós queremos ver a bola em jogo”, justificou Collina.
Ou seja, os longos acréscimos não foram só uma particularidade de Claus. Em cinco dos seis jogos, eles alcançaram ou passaram a marca dos dez minutos, somando primeiro e segundo tempo. O único jogo que passou “ileso” foi o empate sem gols entre Dinamarca e Tunísia, com “apenas” nove minutos a mais do que o tempo regulamentar.