Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Em jogo fraco tecnicamente, Náutico e Cruzeiro ficam no empate

Faltou futebol. Talvez esta seja a melhor definição para o jogo deste sábado, entre Náutico e Cruzeiro no estádio dos Aflitos. As duas equipes protagonizaram vários erros durante toda a partida, o que acabou irritando o grande público que prestigiou o Timbu. A consequência do futebol ruim foi um empate em 0 a 0, que não agradou nenhum dos dois lados.

O Náutico que estreou uniforme novo somou o primeiro ponto no Brasileiro, e vai precisar evoluir para convencer o torcedor. Já o Cruzeiro, completou a sexta partida seguida na temporada sem vencer, o que vem irritando muito o torcedor celeste. Se contar somente jogos pelo Brasileirão, o jejum cruzeirense fica ainda maior, com 12 jogos sem um triunfo, a última vitória foi em junho do ano passado contra o Corinthians.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro vai encarar o Botafogo, no Engenhão, e o técnico Celso Roth terá tempo para encontrar o equilíbrio ideal em favor da equipe celeste, já que a partida está marcada para o dia 07 de junho, uma quinta-feira. Já o Timbu vai visitar o Vasco, em São Januário, na quarta-feira, 06 de junho.

O jogo – Náutico e Cruzeiro entraram em campo dispostos a buscar a reabilitação, já que na primeira rodada os resultados foram ruins. Talvez por isso, a partida começou de forma bastante aberta com chances de gol para os dois lados. Aos quatro minutos, o avante Wellington Paulista pegou rebote de chute de Tinga e girou bem para finalizar sobre o travessão, no primeiro bom momento do Cruzeiro no jogo.

Aos sete minutos, Fábio bobeou em um recuo de bola e quase o Timbu abriu o placar, mas a defesa cruzeirense conseguiu a recuperação a tempo. Aos poucos, o time mineiro conseguiu impor a maior qualidade técnica, pressionado a saída de bola do Náutico e forçando os erros da equipe da casa, permitindo boas investidas da Raposa.

Porém, quando o Náutico tentou agredir o Cruzeiro, acabou levando perigo, e isso aconteceu aos 12, quando Auremir chegou à linha de fundo e cruzou para finalização cruzada de Lúcio, que assustou o arqueiro cruzeirense. Após este lance, a dificuldade na criação das jogadas do Timbu passou a ser evidente, com o time pernambucano encontrando problemas com a forte marcação celeste.

Como o Náutico atuou a maior parte do tempo com cinco jogadores no meio-campo, o setor ficou congestionado, com a partida concentrada nesta faixa de campo, motivo para a pequena quantidade de chances reais de gol. O argentino Montillo, que deveria ser o jogador para desequilibrar o jogo em favor do Cruzeiro foi bem marcado, em alguns casos com faltas excessivas, e por isso, pouco produziu.

Na volta para os segundo tempo, quem esperava que os dois treinadores corrigissem as falhas da etapa inicial acabou frustrado, já que o cenário permaneceu o mesmo, com os jogadores de Náutico e Cruzeiro demonstrando muita vontade dentro de campo, mas pouco futebol.

Atuando em casa e contando com o apoio da torcida, o Náutico foi mais incisivo nos primeiros minutos do segundo tempo, mas logo este ímpeto inicial foi apagado e a partida voltou a ficar equilibrada, porém, com pouca emoção para os torcedores presentes nos estádio dos Aflitos. Aos 19, a primeira tentativa de real perigo surgiu em favor do Timbu, mas livre dentro da área, Araújo finalizou em cima do goleiro Fábio, desperdiçando a oportunidade.

Com os dois times tendo dificuldades com a forte a marcação, os lances de bola parada foram a principal alternativa do Timbu na partida. Aos 23, Souza cobrou falta para os donos da casa e obrigou o arqueiro celeste a trabalhar bem. Aos 26, Derley desviou cobrança de escanteio, mas mandou sobre o travessão de Fábio, com enorme perigo.

Pernambucanos e Mineiros continuaram lutando pelo gol até o apito final do árbitro paulista Luiz Flávio de Oliveira, mas o placar teimou em não trabalhar neste sábado, permanecendo inalterado nos Aflitos. Sem os três pontos, o torcedor do Náutico protestou com vaias pelo resultado ruim em casa.