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Diretoria do COI terá reunião decisiva para definir agenda dos próximos meses

Natalia Arriaga.

Madri, 12 mar (EFE).- A Comissão Executiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) reúne-se nesta terça-feira na cidade suíça de Lausanne para definir sua agenda sobre os compromissos dos próximos meses, entre eles os Jogos de Londres 2012 e a renovação de cargos no Movimento Olímpico, que culminará em setembro de 2013 com a troca de presidente.

Os comitês organizadores de Londres 2012, Sochi 2014, Rio de Janeiro 2016 e PyeongChang 2018 participarão do encontro para dar satisfações sobre o andamento dos preparativos, algo crucial principalmente para os britânicos, a quatro meses da Olimpíada.

O relatório do grupo londrino tem ainda mais importância após o Comitê de Contas Públicas da Câmara dos Comuns (casa baixa do Parlamento do Reino Unido) revelar, na semana passada, que a fatura dos Jogos disparou a 11 bilhões de libras (cerca de R$ 31 bilhões), 20% a mais que o previsto.

O processo de escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2020, disputado pelas cidades de Madri, Istambul, Baku, Doha e Tóquio, também pode ser objeto de debate durante a reunião do COI, que se prolongará até quarta-feira.

A pauta do encontro inclui ainda a apresentação de relatórios por parte das diversas comissões de trabalho do COI – médica, marketing, jurídica, entre outras -, que acabam de ser renovadas, embora sem mudanças significativas.

A reunião desta semana da Comissão Executiva liderada pelo presidente do COI, o belga Jacques Rogge, será uma das últimas com sua atual composição, que sofrerá uma renovação considerável às vésperas dos Jogos de Londres.

Haverá pelo menos duas vagas na vice-presidência da entidade (composta por quatro), com a saída do italiano Mario Pescante – que renunciou ao cargo no mês passado após a retirada da candidatura de Roma dos Jogos Olímpicos de 2020, e do chinês Zaiqing Yu.

As votações para renovar as vagas da Executiva serão realizadas na sessão plenária prévia aos Jogos de Londres, mas os candidatos a preencher as vagas são muitos e já começaram a se movimentar. EFE