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Com Magnano, Brasil sonha repetir heróis de 1948 e medalhar em Londres

Por Da Redação - 14 set 2011, 10h37

A primeira das três medalhas olímpicas do basquete masculino brasileiro foi conquistada nos Jogos de Londres-1948. Sob o comando do argentino Ruben Magnano, campeão em Atenas-2004 com a equipe de seu país, os jogadores sonham repetir o pódio na capital britânica em 2012.

‘No Mundial de 2009, jogamos de igual para igual com todos e ficamos perto de ganhar dos Estados Unidos. Nesse ano, vencemos a Argentina e quase repetimos a vitória na final do Pré-Olímpico’, disse Marcelinho Huertas. ‘Não queremos ser meros participantes [em Londres]. Vamos para, quem sabe, conseguir uma medalha’, completou.

Nos Jogos Olímpicos de Londres-1948, os Estados Unidos ficaram com o ouro, a França foi vice-campeã e o Brasil terminou com o bronze. Em Roma-1960 e em Tóquio-1964, a Seleção repetiu o terceiro lugar. O time nacional ainda ganhou o bicampeonato mundial em Santiago-1959 e no Rio de Janeiro-1963.’Temos que pensar grande. Fizemos um bom Mundial em 2010 e jogamos um bom Pré-Olímpico agora. Estamos com pensamento positivo e vamos continuar trabalhando forte. Cada um tem um ano para evoluir no seu clube e a garotada vai crescer ainda mais até as Olimpíadas’, afirmou Tiago Splitter.

A empolgação dos jogadores é resultado do sucesso no Pré-Olímpico de Mar del Plata. Com o vice-campeonato diante da Argentina, a Seleção Brasileira, comandada por Ruben Magnano, garantiu uma vaga nos Jogos de Londres-2012, torneio que não disputava desde Atlanta-1996, quando ainda contava com Oscar.

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BRASILEIRO QUER PARADA DE SCOLA

Aos 31 anos, o argentino Luis Scola segue em alto nível e costuma incomodar nos duelos diante da Seleção. Pensando em recuperar o domínio no continente, os brasileiros torcem pela aposentadoria dos membros da Geração Dourada.

‘A Argentina tem uma seleção muito forte, não sei quem vai se aposentar. Torço para que o Scola e o Ginóbili se aposentem e que possamos conseguir muitas vitórias sobre eles’, disse Marquinhos, 27 anos.

A idade dos protagonistas da Geração Dourada, aliada ao surgimento de nomes como Vitor Benite, Rafael Luz e Rafael Hettsheimer, deixa o Brasil otimista. ‘Temos um grupo jovem e talentoso. Essa é a cara da Seleção’, disse Hettsheimer.

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‘Acredito que podemos brigar. Esperamos estar com um grupo melhor ainda na próxima temporada, com os jogadores da NBA também vindo para nos ajudar a conseguir a tão sonhada medalha’, disse Marquinhos, já que Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão não disputaram o Pré-Olímpico na Argentina.

Até mesmo o novato Rafael Hettsheimer, um dos destaques na campanha que garantiu a vaga olímpica, manifestou o sonho de ganhar um medalha na Inglaterra. ‘Vamos treinar muito duro com o Ruben, como fizemos agora, e viajar para lutar pelo pódio. Ninguém vai para passear em Londres’, avisou.

O experiente Guilherme Giovannoni preferiu não falar em medalha, mas também apostou em uma campanha de sucesso. ‘Se continuarmos treinando e crescendo do jeito que fizemos de 2010 para 2011, a chance de disputarmos uma boa Olimpíada é muito grande’, declarou.

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