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Blatter: ‘Esperamos atos do Brasil e não apenas palavras’

Presidente da Fifa também confirmou Jérôme Valcke à frente do Mundial

Por Da Redação 30 mar 2012, 13h02

Depois de dizer na quarta-feira, no início da uma reunião do Comitê Organizador do Mundial, em Zurique, na Suíça, que o Brasil fará “uma Copa excepcional”, Joseph Blatter mudou o tom e deixou de lado elogios e afagos. Nesta sexta, cobrou o governo brasileiro: “Esperamos atos e não apenas palavras.”

Para mostrar sua posição, Blatter disse ainda que a Copa é no Brasil, mas quem ainda representa a entidade é o secretário geral, Jérôme Valcke, que deve vir ao país em maio. “Ele é o responsável pela de Copa de 2014 e as seguintes.” Valcke foi o responsável pelo mal-estar criado depois de dizer que o país precisava de “um chute no traseiro” para acelerar as obras para o Mundial.

Blatter afirmou ainda que está otimista quanto à capacidade hoteleira do Brasil. “Ainda há alguns problemas, a situação não é perfeita. É como na África do Sul, em algumas cidades será preciso se deslocar de localidades próximas, mas isso não vai impedir que os torcedores viajem ao Brasil. São apenas alguns obstáculos logísticos.”

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A decisão acontece após o Comitê de Ética da Fifa não conseguir obter provas suficientes para abrir processos sobre supostos pagamentos de subornos durante a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. “Dia histórico para o processo de reforma da Fifa”, escreveu Blatter sobre a proposta de mudança no comitê, que deve ser votado pelos 208 membros da entidade durante seu congresso, 25 de maio, em Budapeste, na Hungria.

A remodelação das investigações na Fifa foi recomendada por Mark Pieth, conselheiro anticorrupção, nomeado pela entidade em novembro de 2011 para sugerir formas de melhorar sua transparência. Os membros da nova comissão de ética serão eleitos no seu congresso.

Pieth se reuniu nesta sexta-feira com o Comitê Executivo da Fifa para apresentar as recomendações do painel composto por 13 especialistas. O comitê examinou como a Fifa realizou investigações no passado, incluindo casos de suborno.

(Com Agência Estado e AFP)

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