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Spielberg confessa o quanto precisa do cinema

Por Da Redação - 10 jan 2012, 10h59

Depois de 40 anos de carreira e quase 30 filmes, o diretor Steven Spielberg confessou que parece um “leão enjaulado” quando não conta uma história, como a de seu filme mais recente, “Cavalo de Guerra”.

O cineasta e produtor de 65 anos, que se apaixonou pelo cinema quando foi levado pelo pai para assistir um longa-metragem de Cecil B. de Mille sobre o circo, recordou na segunda-feira, em um evento na Cinemateca de Paris, que soube naquele momento que desejava contar histórias.

“Eu fico insuportável, como um leão enjaulado, se não estou contando uma história. Mas o correto é que sempre são as histórias que me encontram, não sou eu que as busco”, explicou Spielberg, homenageado pela Cinemateca parisiense com uma retrospectiva.

“Tudo o que fiz na minha vida foi assim: são as histórias que me encontram”, insistiu o cineasta, que viajou a Paris para a estreia de “Cavalo de Guerra”.

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A exibição de seu filme mais recente, que narra o drama de um jovem e um cavalo durante a I Guerra Mundial, foi prestigiada por centenas de fãs e cinéfilos.

“Todo o cinema que fiz aconteceu porque me apaixoneis pelas histórias, e não podia filmá-las. Era levado como que por uma força irresistível”, disse o cineasta, premiado com quatro Oscar, incluindo uma estatueta de tributo a sua carreira.

“Cavalo de Guerra”, indicado ao Globo de Ouro, é apontado como um possível candidato ao prêmio da Academia. A ideia do filme surgiu depois que a coprodutora de Spielberg, Kathleen Kennedy, assistiu a peça de teatro em Londres e disse que ele tinha que viajar para ver a montagem, que, segundo ela, renderia um bom roteiro.

“E ao assistir a peça soube que tinha que fazer o filme, que rodei em sete meses”, contou o cineasta, que nas conversas com fãs e repórteres relembrou sua trajetória.

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Entre outras coisas, revelou que desde pequeno queria fazer um filme sobre OVNIs, “personagens míticos da cultura contemporânea”, mas que só conseguiu rodar “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” com a fama obtida com “Tubarão”.

Também confessou que a paixão pelo cinema era avassaladora até que teve filhos.

“O cinema era a única coisa que existia para mim até que tive meu primeiro filho, que me ensinou que existiam coisas mais importantes”, admitiu.

O ciclo proposto pela Cinemateca de Paris destaca a diversidade do diretor, que sempre misturou gêneros e explorou novas tecnologias, com o uso de efeitos especiais.

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Impossível de ser rotulado, Spielberg dirigiu filmes de aventuras, como a saga de Indiana Jones, a filmes de ficção científica, como “E.T”, “Jurassic Park” e “Encontros Imediatos”, passando por obras com temas mais sérios, como “A Lista de Schindler” ou “Lincoln”, que terminou de filmar em dezembro.

Também retratou, como poucos, o horror da guerra, como em “O Resgate do Soldado Ryan” e agora em “Cavalo de Guerra”.

(Com agência France-Presse)

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