O nome do restaurante não poderia ser mais apropriado, uma vez que está instalado em uma viela, ao lado da movimentada avenida 136 D, no Setor Sul. Os salões cuidadosamente decorados pela própria Flávia Torres, dona do lugar, foram originalmente idealizados para abrigar eventos. A transformação em restaurante começou timidamente em novembro de 2016, com o almoço executivo, que continua a fazer sucesso — de segunda a sábado, a combinação de entrada, prato principal e sobremesa sai a R$ 54,90. No início de 2017, a cozinha sob a batuta do chef Eder Pereira passou a operar também no jantar. Dela saem clássicos italianos, muitos preparados com massas frescas produzidas ali mesmo, e também receitas da especialidade com toques autorais. O vibrante raviolini barbabietola, tingido com beterraba, recebe recheio de linguiça de costela angus e é servido na manteiga de laranja e sálvia mais creme de queijo de cabra. Custa R$ 59,00, o mesmo preço do ossobuco di manzo, guarnecido de risoto de açafrão, queijo grana padano e brotos de rúcula. Entre os pescados, o olhete em crosta de pistache chega sobre musseline de batata. Caramelo de azeitonas pretas e peperonata de pimentões vermelhos com páprica defumada completam a combinação de sabores do prato (R$ 79,00). Para finalizar, a vedete entre as sobremesas é o cioccolato (R$ 29,00), um bolo mole de chocolate servido com creme inglês, que pode ganhar uma bola de sorbet de amora no jantar. À noite também é aberto o espaço ao ar livre, com mesinhas dispostas ao lado de uma piscina, de um pomar e de uma horta, esta cuidada por Ilda Coelho, a mãe da proprietária. Ali, sob fios de luzinhas decorativas, os clientes podem bebericar os vinhos que compõem a enxuta carta, caso do italiano Soria Salento Primitivo (R$ 70,00). Rua 136 D, 91, Setor Sul, (62) 3541-3263 (90 lugares). 11h/16h e 19h30/0h30 (seg. e ter. só almoço; fecha dom.). Aberto em 2016. $$
2º lugar: 1929 Trattoria Moderna
Bastaram pouco mais de dois meses para que o “caçula” de Ian Baiocchi, também à frente do Íz, conquistasse o prêmio de melhor italiano da cidade. Inaugurado oficialmente em agosto, o restaurante carrega no nome o ano de nascimento da avó materna do chef — ao lado dela, ainda na infância, ele costumava brincar de cozinhar. No trabalho sério que desenvolve atualmente no 1929, e que contribuiu para que fosse reconhecido como o chef do ano nesta edição (leia na pág. 60), Baiocchi lança mão de muita criatividade para mesclar pratos clássicos italianos a influências de outras partes do mundo. Exemplo dessa mistura é o italian burger (R$ 38,00), uma das entradas. Com base de riso al salto (risoto de frigideira), a pedida combina molho de tomate fresco e um pequeno e delicado hambúrguer de bisteca angus, além de maionese aromatizada com trufas e mix de brotos. Entre as massas feitas na casa, conquistou a preferência da clientela em pouquíssimo tempo o ravióli recheado com pera, servido com manteiga de limão-china, fonduta de grana padano e trufas brancas mais pedaços de castanha-de-baru (R$ 79,00). Outra sugestão, o carbonara de camarões (R$ 109,00) é preparado com linguini, gema caipira, pancetta curada no restaurante, queijo pecorino, pimenta-do-reino e tomate seco. A tradicional panacota (R$ 34,00) ganha versão inventiva com merengue de azeitona, queijo grana padano e morango em três versões: fresco, coulis e sorbet. No andar superior, há um bar de coquetelaria com clima intimista e cardápio distinto. O espaço funciona somente às sextas e aos sábados, das 20h30 às 2h30. Alameda Ricardo Paranhos, 955, Setor Marista, (62) 3609-8878 (86 lugares). 19h30/0h30 (sex. e sáb. 12h/16h e 19h30/0h30; dom. 12h/16h; fecha seg.). Aberto em 2017. $$$$
3º lugar: Zoe Restaurante
Novidade, o restaurante tem cardápio de Ian Baiocchi, eleito chef do ano nesta edição. O menu apresenta pratos variados, com alguma pegada saudável, como o salmão selado com risoto de arroz negro, catupiry e alho-poró mais vinagrete de uva (R$ 72,00). A picanha angus é servida com molho rôti e creme de alho-poró (R$ 98,00). Recheios diversos preenchem os profiteroles, como creme de maracujá, de laranja com Cointreau e ganache de chocolate 70% (R$ 24,00). Entre as bebidas, o gimlet (R$ 24,00) combina gim, laranja, blueberry, água com gás e xarope de açúcar demerara com baunilha. Avenida T13, esquina com a T 36, 711, Edifício Santorini, loja 1, Setor Bueno, (62) 3636-4152 (62 lugares). 12h15 e 19h30/23h30 (sex. e sáb. 12h/16h e jantar até 0h; dom. 12h/16h; fecha seg.). Aberto em 2017. $$