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“Somos fascinados pelo poder”, afirma historiador Stephen Dando-Collins

O australiano fala sobre a nova biografia do imperador Calígula

Por Raquel Carneiro Atualizado em 19 mar 2021, 19h43 - Publicado em 19 mar 2021, 06h00

O historiador australiano Stephen Dando-Collins revê trecho da história da Roma Antiga em nova biografia de Calígula.

Por que os imperadores romanos ainda atraem tanto interesse? Nós somos fascinados pelo poder. Especialmente pela ideia de um poder absoluto e indiscutível. Assim como as crianças fantasiam com superpoderes.

Calígula teve o reinado mais curto da Roma Antiga, mesmo não sendo o pior dos imperadores. Por quê? Ele era paranoico e desconfiava de todos ao redor, matando supostos traidores. Isso causou medo entre as pessoas mais próximas. Tanto que foram elas, militares e conselheiros, que planejaram sua morte.

O senhor já disse que escreveu o livro quando surgiram associações entre Calígula e Donald Trump. Não seria exagero compará-los? É possível associar Calígula e Trump: ambos gostavam de humilhar oponentes, nenhum deles tinha experiência para o cargo, os dois afundaram sua nação em dívidas e se isolaram até entre os apoiadores. Logo, Trump e Calígula só ficaram quatro anos no poder.

Publicado em VEJA de 24 de março de 2021, edição nº 2730

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