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O efeito do Carnaval na venda de um clássico da literatura brasileira

Livro ‘Um Defeito de Cor’, de Ana Maria Gonçalves, inspirou samba-enredo da Portela

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 13 fev 2024, 15h42 - Publicado em 13 fev 2024, 15h32

Com o samba-enredo Um Defeito de Cor, inspirado no livro de mesmo nome de Ana Maria Gonçalves, a Portela desfilou na Sapucaí na madrugada desta terça, 13, e provocou um efeito curioso no mercado editorial. Na lista de livros mais vendidos da Amazon, a obra de 2006 saltou para o primeiro lugar do ranking, superando o autoajuda religioso Café com Deus Pai, de Junior Rostirola. O título também aparece na quinta posição, com uma edição especial relançada em 2022. 

Capa do livro ‘Um Defeito de Cor’, de Ana Maria Gonçalves -
Capa do livro ‘Um Defeito de Cor’, de Ana Maria Gonçalves (//Divulgação)

O romance histórico de 952 páginas se passa no século XIX e é narrado pelo ponto de vista de Kehinde, trazida à força do continente africano ao Brasil. A jovem, também conhecida como Luisa Mahin, passa pelos horrores da escravidão e se torna um nome proeminente na Revolta dos Malês – principal levante de escravizados no país, em 1835. A personagem real foi também mãe do abolicionista Luiz Gama – representado no desfile pelos atores Lázaro Ramos e Paulo Vieira, pelo ministro Silvio de Almeida e pelos mestres Nilo Sérgio e Thiago Caetano. Já Kehinde foi representada por diversas mulheres negras, das celebridades Leci Brandão e Taís Araújo até as mães negras que perderam os filhos para a violência do Rio de Janeiro, entre elas Marinete, mãe da vereadora Marielle Franco, morta em um atentado em 2018. 

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