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Morre aos 83 o ator Omar Sharif, de ‘Lawrence da Arábia’

Egípcio sofreu um ataque cardíaco nesta sexta-feira e morreu em um hospital no Cairo

Por Da Redação 10 jul 2015, 11h22

Morreu nesta sexta-feira em um hospital no Cairo o ator egípcio Omar Sharif, aos 83 anos, de um ataque cardíaco, segundo disse seu empresário Steve Kenis ao site da rede britânica BBC. No começo deste ano, seu agente confirmou que ele havia sido diagnosticado com Alzheimer. O ator ficou conhecido principalmente por seus papéis nos filmes Lawrence da Arábia (1962) e Doutor Jivago (1965).

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Sharif nasceu em Alexandria em 10 de abril de 1932 como Michel Shalhoub e mudou de nome em 1954, quando se converteu ao islamismo para se casar com a atriz egípcia Faten Hamama, com quem teve seu único filho, Tarek Sharif. O ator estudou na Royal Academy of Dramatic Art, em Londres, e atuou em alguns longas egípcios antes de ganhar fama internacional ao interpretar Sherif Ali em Lawrence da Arábia, papel pelo qual ganhou um Globo de Ouro e sua única indicação ao Oscar, por melhor ator coadjuvante.

O filme de David Lean era protagonizado por Peter O’Toole, que vivia o arqueólogo e escritor britânico Thomas Edward Lawrence nas rebeliões árabes da Primeira Guerra Mundial. No total, a produção ganhou sete estatuetas no Oscar, incluindo a de melhor filme e a de melhor diretor.

Alguns anos depois, Sharif protagonizou o longa Doutor Jivago, também de David Lean. No filme, ele vivia o médico e poeta russo Yuri Jivago, que ficava dividido entre o amor por sua mulher, Tonya (Geraldine Chaplin) e por Lara (Julie Christie), a esposa de um ativista político. O ator ganhou o Globo de Ouro por sua interpretação em 1966. No total, o filme levou cinco Oscars, incluindo o de roteiro adaptado e fotografia.

A aparência do ator, assim como seu jeito afável e seu sotaque exótico, chamavam a atenção das moças em sua juventude. “Quando ele entrou no set de filmagem de Jivago, na Espanha, olhei e disse: ‘Não posso atuar com esse homem. Ele é bonito demais!'”, disse a atriz Geraldine Chaplin em entrevista ao jornal The New York Times em 1965.

A filmografia de Sharif ainda inclui Funny Girls (1968), com Barbra Streisand, Top Secret! Super Confidencial (1984) e Che! (1969). Durante a década de 1970, no entanto, o ator perdeu parte do interesse pelo cinema e, nos anos 1990, já voltava sua atenção integralmente para os jogos de bridge, no qual era especialista. “Recusei muitos papéis porque eles surgiram na mesma época em que uma competição importante de bridge estava acontecendo”, afirmou o ator ao jornal britânico The Guardian.

(Da redação)

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