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Dylan fez, quase sem querer, um dos melhores clipes da história

O clipe, simples e brilhante, consegue realçar o poder dos versos de Dylan e também a força criativa do artista

Por Diego Braga Norte Atualizado em 20 out 2016, 07h57 - Publicado em 13 out 2016, 11h31

Em 1965, Bob Dylan lançou um de seus melhores discos — “Bringing it All Back Home” — e para promovê-lo criou, produziu e encenou um dos videoclipes mais geniais da história. Numa época em que as TVs eram em preto-e-branco e o mundo explodia, literal e metaforicamente, em cores vibrantes do movimento contracultural e tristes da Guerra do Vietnã; Dylan criou uma música que conseguiu sintetizar o conturbado período. O clipe, simples e brilhante, consegue realçar o poder dos versos de Dylan e também a força criativa do artista.

Feito quase sem querer, o vídeo musical era a cena de abertura do documentário “Don’t Look Back”, de Donn Alan Pennebaker. O filme hoje figura como um bom representante do cinéma vérité, e é até hoje referência em documentário musical. Mas o clipe de abertura, idealizado por Dylan, entrou para os cânones do rock e da contracultura. Já foi copiado, citado, homenageado e recentemente usado em uma campanha publicitária do Google.

As cenas, gravadas de maneira amadora em uma viela perto do Hotel Savoy, em Londres, mostram Dylan em uma postura displicente e desafiadora segurando cartazes com palavras e frases retiradas da sua canção “Subterranean Homesick Blues”. Algumas das frases, isoladas, viram palavras de ordem — fiéis ao zeitgeist crítico da década de 60. Ao fundo, é possível ver o barbudo Allen Ginsberg (poeta ícone da geração beatnik) e o jovem Bob Neuwirth (músico folk), ambos amigos de Dylan.

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Os primeiros versos da música já chegam batendo o pé na porta e dão o tom da canção: “Johnny’s in the basement / Mixing up the medicine / I’m on the pavement /Thinking about the government” (Johnny está no porão / Preparando o medicamento / Eu estou na calçada / Pensando sobre o governo). A música mal começou e já explicita referências à destilação da codeína (uma droga então popular) e à política da época. A canção prossegue descrevendo os crescentes conflitos de uma das décadas culturalmente mais ricas e conturbadas do século XX.

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