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Cantora Björk revela ter sido assediada por diretor dinamarquês

Cantora não dá nome, mas fala em 'diretor dinamarquês', e joga a suspeita sobre Lars Von Trier

Por Da redação
Atualizado em 30 jul 2020, 20h35 - Publicado em 16 out 2017, 10h02

No rastro das denúncias contra Harvey Weinstein por assédio sexual, a cantora e atriz islandesa Björk publicou em uma rede social, neste domingo, uma experiência de abuso pela qual passou.

A artista revelou que resistiu às investidas de um diretor dinamarquês cujo nome não quis revelar. Segundo Björk, o cineasta criou uma atmosfera hostil após ela resistir ao assédio dele. Em 2000, ela atuou em Dançando no Escuro, do dinamarquês Lars von Trier, que logo se tornou suspeito.

“Porque venho de um país que é um dos mais próximos da igualdade entre os sexos e tenho uma posição de força no mundo da música, onde conquistei independência, foi muito claro para mim, ao entrar no mundo do cinema, quanta humilhação enfrentavam as atrizes, e como ser sexualmente assediada é a norma no set”, escreveu.

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“Percebi que é uma coisa universal que um diretor possa tocar e assediar suas atrizes à vontade e que a instituição do filme, a equipe que o cerca, o permite. Quando eu desviei da investida do diretor, ele se irritou e me castigou, criando para a sua equipe a ideia de que eu era uma pessoa difícil. Por causa da minha força, minha grande equipe e porque não tinha nada a perder, por não ter ambições no mundo da atuação, eu me afastei e me recuperei em um ano.”

 

Outro lado

No Twitter, Lars Von Trier não falou diretamente no assunto, mas se defendeu escrevendo coisas como “existe um método de direção no cinema” e “não é à toa que as ‘minhas’ atrizes têm nos meus filmes a melhor performance da carreira”, como se desse a entender que trata todas com respeito.

 

 

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