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Reynaldo Gianecchini: ‘Sempre achei difícil viver no mundo masculino’

Ao lado de Bruno Fagundes, ator discute tabus da homossexualidade, tema da peça “A Herança”, sucesso de público e crítica

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 Maio 2024, 21h14 - Publicado em 11 set 2023, 09h05

Aos 50 anos, após dar um tempo nos trabalhos que o alçaram a galã na televisão, Reynaldo Gianecchini aceitou o convite de Bruno Fagundes, 34, de encarar seis horas em cima do palco debatendo tabus da homossexualidade, tema central da peça A Herança, sucesso de público e crítica em São Paulo que chega na próxima quinta-feira, 14, no teatro Clara Nunes, no Rio. Os atores estiveram no estúdio de VEJA GENTE para conversar sobre o novo desafio. Assista ao vídeo:

A seguir, os principais pontos levantados por Gianecchini no bate-papo:

MOCINHO COM MOCINHO. “A gente nunca teve histórias normalizadas, os relacionamentos gays. Sempre ficava essa discussão à parte. A nossa peça parte do ponto que são homens gays, bem resolvidos, é a história do mocinho com o mocinho, não com a mocinha. A gente normalizar as relações é o ponto da representatividade. A gente nunca teve casais gays que olhasse e falasse: ‘Olha que legal, é possível’.

SÓ COM CAMISINHA. “Meu personagem tem um trauma, tem uma dor. Ele viu as pessoas morrerem de aids na década de 1980, é dessa geração, então deu uma fechada no coração. Para interpretar isso, eu também tenho que olhar as minhas dores, entender que lugar meu é doloroso. Diferentemente do personagem, não vivi isso, sou da geração que, quando comecei a transar, já era estabelecido que tinha que ser com camisinha. A geração antes não, por isso tudo aconteceu. Foi terrível. Então, são mil gatilhos”.

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12 HOMENS GAYS. “Adorei me aproximar de personagens LGBT’s, também sou uma daquelas letrinhas. Eu já cansei de falar sobre a minha sexualidade. Chega de falar sobre isso. Acho bonito falar, mas sinto que já falei bastante. Amei estar nessa peça com 12 homens gays, estar próximo e entender, cada vez mais”.

PATRIARCADO. “Ser homem no Brasil desde crianças é difícil, porque você geralmente é criado para ser um menino que tem que ser duro, bom no esporte, viril, que não pode chorar. Isso tudo, independentemente se você é da comunidade ou não, todo mundo traz uma dificuldade desse masculino. E a gente está revendo esse masculino, a masculinidade tóxica. Sempre fui muito sensível, fui criado por mulheres, em uma família de mulheres. Então sempre achei difícil viver nesse mundo masculino”.

S DE SIMPATIZANTE. “Aprendi que não é legal falar ‘simpatizante’. A gente está aprendendo mesmo. Essa palavra é excludente porque é como se te colocasse de fora daquilo. Mas eu me considero dentro. Usei a palavra errada, quis dizer que sou a favor da causa, estou dentro da causa. Tanto é que fazer essa peça para mim é a maior militância que eu poderia ter. Não é levantar bandeira, mas contar história. Sou daquela época que (a sigla) era GLS”.

DENTRO DO ARMÁRIO. “Acho estranho tentar colocar tudo em gaveta. Na vida, não só a sexualidade, porque os seres humanos são absolutamente diversos. E a comunidade LGBTQIAPN+ tem que ser ampla mesmo. Inclusive aquele que por enquanto não quer sair do armário, que também tem que ser acolhido. Ou que quer ser discreto”.

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PAÍS DA REPRESSÃO. “A gente é um país ainda muito reprimido, isso é uma das coisas mais terríveis, mais causadoras de problemas. Somos sexualmente reprimidos. Por isso as pessoas querem cuidar da sexualidade alheia, saber se o ator é não sei o quê. Se você está reprimido, julga o outro, porque não quer olhar para sua direção. Em vez de querer saber da sexualidade do outro, faz uma lupa na sua sexualidade”.

SERVIÇO: ESTREIA PARTE 1: 14/9, às 20h / ESTREIA PARTE 2: 29/9, às 20h / ONDE: Teatro Clara Nunes, Shopping da Gávea – R. Marquês de São Vicente, 52, Gávea, RJ / Ingressos: R$ 50 (meia) a R$ 130 (inteira), Classificação: 18 anos PARTE 1 e PARTE 2 exibidas intercaladamente: PARTE 1: quintas e sábados, às 20h; PARTE 2: sextas, às 20h, e domingos, às 19h.

* O programa VEJA Gente é gravado diretamente do Casacor Rio, mostra de arquitetura e design que tem apoio da Editora Abril. O cenário foi desenvolvido pelo arquiteto João Amand e pela designer de interiores Sophia Abraham, com patrocínio da House Us.

Reynaldo Gianecchini
Reynaldo Gianecchini – (./VEJA)
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