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Denúncia diz que empreiteira lesou 7.138 famílias para “presentear” Lula

Conforme o Ministério Público, os estelionatos ocorreram de várias formas e constituíram os crimes que antecederam a lavagem de dinheiro praticada por Lula – expressa na suposta ocultação do tríplex no edifício Solaris, em Guarujá

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 23h19 - Publicado em 11 mar 2016, 07h39
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  • Por Reynaldo Turollo Jr., na Folha:
    Em denúncia oferecida à Justiça, o Ministério Público de São Paulo acusa a Bancoop (cooperativa habitacional dos bancários) e a OAS de lesar 7.138 famílias que queriam adquirir um imóvel para, de outro lado, “presentear e paparicar” o ex-presidente Lula “com um tríplex na beira da praia, caracterizando autêntica lavagem de dinheiro”.

    Segundo a Promotoria, com a transferência ilegal dos empreendimentos da Bancoop para a OAS, em 2009, as fraudes envolveram 3.110 unidades em construções inacabadas e outras 3.182 em edificações concluídas, mas que foram submetidas a “inúmeros estelionatos”, seja pela Bancoop ou pela OAS.

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    Houve ainda casos em 846 unidades em empreendimentos encerrados –”enfim, um total de 7.138 famílias desamparadas”, conclui a denúncia.

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    “Levando-se em conta os empreendimentos que estão arrolados na investigação [cinco na capital e um em Guarujá], chegamos ao quantum de R$ 168 milhões em prejuízo médio para as vítimas, que deverão arcar com esses valores para que os edifícios prometidos sejam levantados”, afirma a denúncia, assinada pelos promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo.

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    Conforme o Ministério Público, os estelionatos ocorreram de várias formas e constituíram os crimes que antecederam a lavagem de dinheiro praticada por Lula –expressa na suposta ocultação do tríplex no edifício Solaris, em Guarujá (litoral paulista).

    A denúncia detalha os casos de oito vítimas do suposto esquema. Uma delas, por exemplo, uma professora de 52 anos, comprou uma unidade na capital paulista por R$ 58.614, em 2001, e contou ao Ministério Público que precisou pagar à Bancoop, se quisesse levar adiante o negócio, um “aporte” extra de R$ 20 mil, entre 2007 e 2009 –época da transferência do empreendimento para a OAS.
    (…)

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