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BC eleva juros pela 4ª vez consecutiva, para 12,25% ao ano

É, não dá para tratar de tudo ao mesmo tempo. Equipe de um só é fogo, hehe. Fica o registro. Na Folha Online, por Eduardo Cucolo: O Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) de 12% para 12,25% ao ano. Esse é o quarto aumento consecutivo dos juros, que estavam em 10,75% ao […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h42 - Publicado em 9 jun 2011, 00h35

É, não dá para tratar de tudo ao mesmo tempo. Equipe de um só é fogo, hehe. Fica o registro. Na Folha Online, por Eduardo Cucolo:

O Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) de 12% para 12,25% ao ano. Esse é o quarto aumento consecutivo dos juros, que estavam em 10,75% ao ano no início do governo Dilma. É a maior taxa desde março de 2009, quando a Selic estava em 12,75%. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (8) pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC), já era esperada pela maioria dos economistas. “Dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″, diz o comunicado do Copom.

Agora, a expectativa do mercado financeiro é que seja anunciado pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa, na reunião do Copom marcada para o dia 20 de julho. A previsão dos economistas é que a Selic encerre o ano em 12,50%.

Inflação
O aumento dos juros é parte do trabalho iniciado no final de 2010 para esfriar a economia, colocar um freio no crédito e tentar controlar a inflação, que está hoje no maior nível em seis anos. Dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileito de Geografia e Estatística) mostram que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial que serve de referência para o BC, caiu pelo terceiro mês seguido. O valor acumulado em 12 meses, no entanto, ainda está acima do teto da meta, que é de 4,5% com dois pontos de tolerância.

Nos próximos três meses, a inflação deve cair novamente, mas a previsão é que fique acima do registrado no período entre junho e agosto de 2010, quando os valores estavam próximos de zero. Na semana passada, foram divulgados os dados do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no período) do primeiro trimestre, que mostraram desaceleração do consumo. Dados do BC sobre crédito e contas públicas confirmam esse movimento.

Antes de aumentar a taxa básica, o BC já havia anunciado restrições a financiamentos e retirado da economia a última parte do dinheiro injetado na crise de 2008. O governo também anunciou corte de R$ 50 bilhões no Orçamento e aumentou a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre empréstimos para pessoas físicas.

Juros
A taxa básica determina o custo do dinheiro para os bancos e serve de base para os juros dos empréstimos bancários a empresas e consumidores, cuja taxa média está hoje em 39,8% ao ano. A Selic é também um dos principais instrumentos que o BC tem para tentar controlar o ritmo de crescimento da economia e dos preços. Outras economias emergentes, como China e Rússia, também já elevaram os juros recentemente e adotaram outras medidas para segurar a inflação. As taxas nesses países, no entanto, são mais baixas do que no Brasil, que é o líder mundial no ranking dos juros reais.

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