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Turismo anuncia projeto para aéreas estrangeiras voarem dentro da Amazônia

Em audiência no Senado, ministro Celso Sabino diz que iniciativa está em fase final de elaboração no governo Lula

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 12h04 - Publicado em 23 abr 2024, 16h30
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  • O ministro do Turismo, Celso Sabino, em audiência pública na CDR do Senado
    O ministro do Turismo, Celso Sabino, em audiência pública na CDR do Senado (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

    O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta terça-feira, em audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, que está prestes a enviar ao Congresso um projeto que permitiria a companhias aéreas estrangeiras que já têm voos internacionais para o Brasil fazer voos domésticos dentro da Amazônia.

    “Já conseguimos o parecer favorável de praticamente todos os ministérios que foram consultados. O principal gargalo ia ser do Itamaraty, mas falamos com o nosso chanceler e ele já aquiesceu. Pediu só algumas alterações. O projeto está bem maduro, quase pronto para ser votado”, afirmou Sabino.

    Segundo o ministro, se transformado em lei, o projeto permitiria que uma aérea como a panamenha Copa Airlines fizesse uma rota da Cidade do Panamá para Manaus e, antes de retornar ao país caribenho, fizesse voos para Belém e São Luís.

    Na audiência, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, cobrou medidas do governo Lula que contribuam para a queda dos preços das passagens aéreas nacionais. O projeto abrindo rotas domésticas na Amazônia para aéreas estrangeiras foi uma das respostas de Sabino a essa cobrança.

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    Braga disse na CDR que não consegue mais passagens de ida e volta entre Manaus e Brasília por menos de 6.000 reais, mesmo que seu gabinete compre os bilhetes com antecedência.

    “Há um problema de falta de concorrência no setor. E, além dessa questão do monopólio da aviação comercial, há o monopólio do querosene de aviação, que não tem razão nenhuma de ter preço de distribuidora. Por que não colocamos esse combustível a preço de refinaria? Isso dará uma redução significativa no preço do querosene”, afirmou Braga.

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