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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Prefeitos criticam fala de Bolsonaro contra passaporte da vacina 

Presidente afirmou que documento é 'discriminatório' e defendeu a 'liberdade' dos que se recusam a receber a imunização contra a Covid-19

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 1 out 2021, 20h01 - Publicado em 1 out 2021, 19h43

Os prefeitos que integram a Confederação Nacional de Municípios criticaram as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a adoção do passaporte da vacina.

Em discurso na última quinta, Bolsonaro afirmou que o documento, exigido em cerca de 10% das cidades brasileiras, é “discriminatório” e defendeu a “liberdade” e o “direito” dos que se recusam a receber a imunização contra a Covid-19.

“Prefeitos têm adotado o passaporte da vacinação como medida sanitária, com o objetivo de garantir o maior número de cobertura vacinal de seus munícipes, assim com das pessoas que acessam as cidades, e a consequente redução na circulação do vírus“, diz carta de repúdio divulgada na noite desta sexta.

Os prefeitos defenderam, ainda, que não há vacinação forçada no Brasil, mas que a escolha de não se imunizar traz consequências para o cidadão, uma vez que se trata de questão de saúde pública coletiva.

“É dever do Estado garantir a saúde a partir da redução de riscos de doenças. Importante destacar boletim da Fiocruz publicado nesta sexta, que aponta o passaporte da vacina como importante estratégia para estimular e ampliar a vacinação, e afirma que ‘a proteção de uns depende da proteção de outros’ e de ‘que não haverá saúde para alguns se não houver saúde para todos'”, diz a nota conjunta.

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