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Por Robson Bonin
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Exército revela dado perturbador sobre venda de munições no país

Ao TCU, a instituição admitiu que apenas 643 lojas de armas no país, de 3.456 existentes, prestaram contas das balas vendidas corretamente

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
3 nov 2023, 08h01

Os dados que o Exército entregou ao TCU no processo de auditoria do sistema de controle de armas e munições no país desenham um cenário perturbador sobre a fiscalização de estabelecimentos autorizados a vender material bélico.

Até junho deste ano, quando Lula assinou um decreto revertendo normas do governo Bolsonaro, toda loja de armas e munições era obrigada a prestar contas mensalmente ao Exército. São os chamados “mapas de vendas”.

De 3.456 lojas autorizadas a vender balas de todos os calibres, só 643 mandaram essas informações corretamente ao Exército em 2022.

Mas, segundo a instituição, “isso não significa que o Exército não tenha informações completas sobre o controle de munições comercializadas, nos estabelecimentos autorizados”.

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“O comércio varejista de munições tem a obrigação legal de registrar todas as vendas no Sistema de Controle e Venda de Munições (SICOVEM), por meio do qual o Exército tem acesso a todos os dados necessários para o controle de venda de munições em âmbito nacional”, afirmou a força armada em nota.

O Exército não reconhece falhas no sistema e diz que tem feito ajustes, na atual gestão, para aperfeiçoar o controle de munições.

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