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Como funcionava o esquema de contrabando de ouro e urânio pelo Amapá

PF desarticula quadrilha que enviava minério e metais preciosos ilegalmente para outros estados do país e para a Europa

Por Lucas Vettorazzo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 mar 2022, 12h26

A PF desarticulou nesta quinta um grupo que contrabandeava ouro e urânio a partir do Amapá e de Roraima para outros estados brasileiros e também para a Europa. A organização já havia movimentado, segundo as investigações, 115 milhões de reais no mercado paralelo.

Alguns detalhes da investigação não foram revelados, dado que o urânio é a matéria prima para a geração de energia nuclear e tem a sua produção e a sua comercialização controladas pela União. Segundo as apurações, o grupo falsificava documentos para “esquentar” os minerais contrabandeados, o que no jargão policial significa dar ao produto um verniz de legalidade para facilitar o seu transporte. Os policiais descobriram que o material era armazenado em Macapá e em Porto Grande (AP) antes de ser transportado pelo país.

A PF identificou que parte do ouro comercializado ilegalmente era extraído na Guiana Francesa, no Suriname e na Venezuela. Um dos locais em que esse ouro era vendido era em Boa Vista, em Roraima. O processo de esquentar o produto ocorria no distrito do Lourenço, na cidade de Calçoene, também no Amapá. A polícia acredita que o grupo tinha pistas de pouso clandestinas por todo o estado.

Nesta quinta, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão preventiva. As ações ocorreram em seis estados brasileiros. Mais de 50 policiais federais participaram dos trabalhos, que incluíram buscas e apreensões em cidades como Rio, São Paulo, Macapá, Natal e Palmas. Alguns compradores do minério também foram identificados.

Os envolvidos podem responder pelos delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, usurpação de matéria-prima da União e extração ilegal de minério. As penas somadas podem chegar a 26 anos de reclusão.

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