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A alegria voltou a reinar na República da Lava-Jato

Notas de um país de memória curta e condenado a sofrer com os mesmos erros

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 12h17 - Publicado em 17 abr 2024, 06h01

Há dez anos, uma investigação da Polícia Federal descobriu um esquema de corrupção envolvendo algumas das maiores empreiteiras do país, três dos principais partidos da República — PT, PMDB e PP –, e uma série de políticos importantes associados a doleiros e operadores de propinas na Petrobras. Os bolsos dos políticos e o caixa dois dos partidos eram abastecidos por propinas que variavam de 1% a 3% na estatal. As empreiteiras lucravam como nunca superfaturando contratos no famoso Clube do Bilhão.

Os doleiros e operadores, que faziam a ponte entre corruptos e corruptores, delataram primeiro. A partir dos documentos dessas delações, os investigadores chegaram a contas no exterior com milhões de reais em nomes de políticos e integrantes do esquema. Muita gente foi presa e muitas provas foram descobertas. Bilhões de reais retornaram aos caixas da União.

Um famoso ex-ministro de Lula chegou a faturar, nessa brincadeira, quase 40 milhões de reais em “consultorias” prestadas a empreiteiras que tinham interesses nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Outro ministro, também consultor petista, comprou apartamentos de luxo e mudou bastante de vida administrando a relação do então presidente com empreiteiras.

Marqueteiros, ministros de Estado, ex-ministros, deputados, ex-deputados, senadores, ex-senadores, tesoureiros e outros caciques partidários estavam numa longa lista de mesadas pagas por empreiteiras. Um dos tesoureiros até tinha apelido carinhoso para a propina: pixuleco!

As investigações avançaram, chegando a esquemas de corrupção envolvendo verbas de aposentados, aos gabinetes da Caixa Econômica Federal e até numa das gigantes de proteína animal do planeta. Na nova leva de delações, o país soube que as campanhas do PT eram alimentadas por milhões de reais pagos em propinas no exterior.

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E que sítios — com direito a pavões, pedalinhos e cozinha Kitchens — e apartamentos ganhavam nova vida em reformas bancadas por empreiteiros amigos em São Paulo.

Dez anos depois, o presidente Lula voltou. Governa confraternizando com amigos de outros tempos. As empreiteiras voltaram a ganhar contratos na Petrobras e a estatal voltou a ser um ninho de intrigas políticas. Na CGU, que controla a regularidade das relações na máquina estatal, o chefe do balcão tem a mulher advogando para quem vai lhe pedir refresco e o mercado de consultores petistas nunca esteve tão aquecido.

Os investigadores que descobriram toda essa história caíram em desgraça — por força dos próprios erros, é verdade — e, agora, são os acusados da vez. Os processos foram quase todos anulados, as provas, enterradas, e a alegria voltou a reinar no Planalto Central da República.

E seguirá assim enquanto o STF, a PGR e a Polícia Federal estiverem ocupados concluindo as investigações contra Jair Bolsonaro e seus seguidores golpistas.

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