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Por José Benedito da Silva
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Maceió: prefeito reduz nível de alerta para colapso de mina da Braskem

'O monitoramento continua sem parar', afirma João Henrique Caldas; solo já afundou 1,86 m e continua cedendo

Por Da Redação
Atualizado em 5 dez 2023, 18h48 - Publicado em 5 dez 2023, 16h49

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), anunciou nesta terça-feira, 5, que a região da capital afetada pelo afundamento da mina da Braskem não está mais em alerta máximo. A decisão de reduzir o nível de risco para “alerta” foi tomada, segundo ele, com base nos dados mais recentes da Defesa Civil da cidade.

“Na prática, isso significa que saímos de um risco iminente de colapso para um estágio de menor gravidade, mas que ainda requer atenção. O monitoramento continua sem parar”, afirmou Caldas. Segundo as últimas informações da prefeitura, o terreno na área do bairro do Mutange já afundou 1,86 metro e o deslocamento desacelerou para cerca de 27 milímetros por hora, acumulando 6,2 centímetros nas últimas 24 horas.

O relatório mais recente do Ministério de Minas e Energia (MME), publicado nesta terça-feira, indica que não houve registro de abalos sísmicos em 48 horas, mas alerta que “os cuidados devem continuar rígidos”.

Braskem multada

Também nesta terça-feira, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) emitiu uma multa de 72,3 milhões de reais contra a Braskem pelo risco de colapso da mina número 18, uma das 35 zonas de mineração operadas pela petroquímica no subsolo de Maceió, e pela suposta omissão de informações sobre o perigo de desabamento.

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Segundo o órgão estadual, o afundamento da mina causou danos ambientais e afetou “a segurança e o bem-estar da população”. Embora os primeiros tremores de terra na capital alagoana tenham sido registrados em 2018, a Braskem demorou um ano para desativar as operações no local — desde então, 55 mil moradores da região do Mutange tiveram que deixar suas casas.

Acordo com a prefeitura

Em julho deste ano, a prefeitura de Maceió já havia fechado um acordo com a Braskem para indenizar a cidade em 1,7 bilhão de reais em razão do afundamento do solo. O documento considera que o valor pago pela petroquímica cumpre a “quitação plena”, “irrevogável” e “irretratável” dos danos e exime a empresa de custos “presentes e futuros” relacionados ao colapso da mina.

O atual ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), criticou o acordo entre a Braskem e o Executivo municipal, afirmando que “as pessoas não foram devidamente indenizadas”. O próprio ministro, contudo, já recebeu a quantia de 544 mil reais da petroquímica por possuir um terreno no Mutange, no qual funcionava uma empresa que ele tem com a esposa.

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