Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Despoluição do rio Pinheiros pode ser entregue no 1º semestre de 2022

Ritmo acelerado de conexões de imóveis à rede de esgoto gera expectativa de antecipar finalização dos trabalhos que era prevista para dezembro

Por Caíque Alencar Atualizado em 23 dez 2021, 13h22 - Publicado em 23 dez 2021, 12h51

Antes tida como uma realidade distante para os paulistas após anos de promessas descumpridas, a despoluição do rio Pinheiros finalmente está saindo do papel e, ao que tudo indica, antes da data prevista, que era dezembro de 2022. A aposta é que a entrega possa ser feita ainda no primeiro semestre do ano que vem. O cenário otimista se deve, principalmente, à aceleração no número de instalações de imóveis a novas redes de esgoto. Segundo o cronograma oficial das obras, das 532.619 ligações possíveis de serem feitas no projeto, 462.344 já foram realizadas – o número corresponde a 86,8% do total.

Segundo o empresário Thiago Nagib, diretor-presidente da Usina SP, o dado que mais gerou entusiasmo foi a previsão superada de ter cerca 350 mil imóveis conectados à rede de esgoto ao fim de novembro. “O resultado imediato disso é que o aspecto visual da água já é outro. Para quem estava acostumado com aquele rio Pinheiros com a água preta e parada, hoje em dia já é verde e tem mais um aspecto de rio”, afirma.

Em ano eleitoral, o término das obras pode ser um forte ativo político para alavancar a popularidade do governador João Doria (PSDB) junto ao início da vacinação no Brasil, que, em grande medida, foi acelerada pela parceria firmada entre o governo estadual e a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech para a compra de doses de CoronaVac.

Além das ligações a novas redes de esgoto, também já foi entregue a primeira obra de reoxigenação do rio Pinheiros em parceria com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). “Isso é muito importante para acabar com o mau cheiro. Quanto mais oxigenada, menos mau cheirosa a água é”, diz Nagib.

Desde 2019, o governo estadual já removeu 49,3 mil toneladas de lixo do rio Pinheiros. Somente em 2021, ano em que a meta era ter 6 mil toneladas removidas, o total atingido foi de 28,4 mil toneladas. No somatório dos três anos, o volume de desassoreamento (remoção de resíduos e sedimentos acumulados no fundo do rio) é de 511,9 mil metros cúbicos, valor 24,2% acima dos 412 mil metros cúbicos previstos.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)