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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Bolsonaro e aliados tentam dar o caso Marielle como encerrado

O movimento teve como base rumores sobre o suposto mandante que teria sido revelado na delação de Ronnie Lessa; PF não confirma as informações

Por Adriana Ferraz
Atualizado em 23 jan 2024, 20h59 - Publicado em 23 jan 2024, 16h25

A família de Jair Bolsonaro foi às redes sociais nesta terça, 23, para tentar dar o caso Marielle Franco como encerrado, tendo como base rumores de que o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018, teria revelado em delação premiada que o mandante do crime foi Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro. 

A delação de Ronnie Lessa está a cargo da Polícia Federal, que não confirma as informações que começaram a circular em alguns veículos. Além disso, a delação precisa ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) caso o mandante apontado tenha foro privilegiado. Esse “detalhes” não impediram que Bolsonaro, seus filhos e aliados estejam tentando utilizar o episódio para rechaçar mais uma vez qualquer relação do ex-presidente com o crime. “O caso Marielle se aproxima do seu final com a delação de (Ronnie) Lessa (ainda não homologada). Também cessa a narrativa descomunal e proposital criada por grande parte da imprensa e pela militância da esquerda”, disse o ex-presidente em suas redes, anunciando ainda que tratará do tema em uma live agendada por ele para o próximo domingo, 28.

“Petista”

Aliados bolsonaristas foram além disso nas redes sociais,  fazendo ligações entre Brazão e o PT. Eles passaram a compartilhar uma foto do conselheiro na qual ele está vestindo uma camiseta de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Foi o que bastou para Brazão virar “petista” nas redes sociais e o conteúdo viralizar entre aliados do ex-presidente.

Ex-auxiliares de Bolsonaro, como o atual deputado federal Mário Frias (PL-SP), ainda aproveitaram para cobrar das autoridades que solucionem também o caso do atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha de 2018. Como se sabe, embora as investigações tenham atribuído a ação a um “lobo solitário, Adélio Bispo, o entorno do ex-presidente nunca se conformou com essa conclusão e vive propagando nos bastidores uma série de teorias conspiratórias. 

Carlos x Anielle

Já o filho do meio do ex-presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), provocou a irmã de Marielle, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a se pronunciar com “tom raivoso e metódico”, sugerindo que a reação ao “fato” de que o mandante teria sido Brazão não teve a repercussão esperada.

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Sem responder diretamente ao Zero Dois, a ministra adotou um tom cauteloso em relação a esses rumores, postando nas redes sociais que a família “aguarda os comunicados e resultados oficiais das investigações”. “Reafirmo o que dizemos desde que a tiraram de nós: não descansaremos enquanto não houver justiça”, escreveu.

O tom da manifestação dela é elogiável. A despeito da euforia bolsonarista, precipitada por interesses próprios, qualquer informação sobre um caso dessa importância exige muita cautela. O Brasil ainda aguarda as respostas para a questão que assombra o país há quase seis anos: quem mandou matar Marielle?

Nota da PF

Na noite desta quarta-feira, a PF emitiu uma nota oficial sobre o caso Marielle na qual diz que “a divulgação e repercussão de informações que não condizem com a realidade comprometem o trabalho investigativo e expõem cidadãos”.

A PF afirma que apenas uma delação foi fechada e homologada pela Justiça até agora. “Até o momento, ocorreu uma única delação na apuração do caso, devidamente homologada pelo Poder Judiciário”, afirma. Embora a instituição não cite, a delação fechada e homologada até agora é a do ex-PM Écio de Queiroz, também preso pelos assassinatos, no ano passado.

Leia abaixo a íntegra da nota:

 

A Polícia Federal informa que está conduzindo há cerca de onze meses as investigações referentes aos homicídios da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes.

Ao longo desse período, a Polícia Federal trabalhou em parceria com outros órgãos, notadamente o Ministério Público, com critérios técnicos e o necessário sigilo das diligências realizadas.

Até o momento, ocorreu uma única delação na apuração do caso, devidamente homologada pelo Poder Judiciário.

As investigações seguem em sigilo, sem data prevista para seu encerramento.

A divulgação e repercussão de informações que não condizem com a realidade comprometem o trabalho investigativo e expõem cidadãos.

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