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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Após operação da PF no caso do golpe, uma nova delação premiada à vista?

Nos bastidores , circulam comentários sobre a possibilidade de que outro ex-assessor de Bolsonaro passe a colaborar com as investigações

Por Isabella Alonso Panho
Atualizado em 12 fev 2024, 19h26 - Publicado em 12 fev 2024, 13h23

A manutenção de Filipe Martins atrás das grades depois da megaoperação da Polícia Federal (PF) que o prendeu na última quinta-feira, 8, esquentou conversas de bastidores especulando sobre uma possível delação premiada do ex-assessor de Jair Bolsonaro. Segundo a investigação da Polícia Federal, Martins teria entregue uma minuta de golpe ao ex-presidente. Em entrevista a VEJA, Bolsonaro negou a história. “Nunca chegou a mim nenhum documento de minuta de golpe, nem nunca assinei nada relacionado a isso. Até porque ninguém dá ‘golpe’ com papel”, disse.

De acordo com a PF, Martins seria o autor do documento, que teria sido reescrito e editado pelo ex-presidente, apenas para retirar as ordens de prisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso. Outro ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, conforme as investigações, tinha até data para ser capturado, segundo o plano golpista.

Martins entrou para o governo Bolsonaro com a ajuda de um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Entusiasta de Olavo de Carvalho e Donald Trump, ele fez parte do núcleo ideológico do bolsonarismo e, de acordo com o que levantou a PF, era presença constante no Palácio da Alvorada, principalmente depois do segundo turno das eleições de 2022.

No começo do governo, assessorava diretamente o ex-chanceler Ernesto Araújo, ao lado de quem foi flagrado repetindo um gesto idêntico ao de supremacistas brancos, durante uma sessão do Senado. Martins foi denunciado pelo Ministério Público Federal e absolvido na primeira instância. Ele disse, em sua defesa, que estava ajeitando um botão do paletó.

Nas suas redes sociais, Martins publicou uma montagem na qual aparece envelhecido ao lado de Bolsonaro
Nas suas redes sociais, Martins publicou uma montagem na qual aparece envelhecido ao lado de Bolsonaro (Instagram/Reprodução)

Os rumores de uma possível delação de Martins citam o caso de Mauro Cesar Barbosa Cid. Principal braço direito de Bolsonaro durante a sua passagem pela Presidência da República, Cid foi preso pela PF no âmbito da Operação Venire, que colheu provas para a investigação do ex-presidente por supostas fraudes nos cartões de vacinação seu e de sua filha. Enquanto estava atrás das grades, Cid passou a ser investigado também no caso das joias sauditas e pelos ataques do 8 de Janeiro às sedes dos três poderes em Brasília. Tempos depois, negociou um acordo de delação premiada, e parte das informações deram embasamento à recente operação da PF.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ex-ajudante, o tenente-coronel Mauro Cid: de braço direito a delator
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ex-ajudante, o tenente-coronel Mauro Cid: de braço direito a delator (Alan Santos/PR)

Para alguns setores da esquerda, no entanto, há o temor de que exageros na atual investigação lembrem os piores momentos da Lava-Jato, acusada de usar as prisões para forçar acordos de delação.

Outro lado

Procurada, a defesa de Filipe Martins negou qualquer possibilidade de um acordo de colaboração e enviou a seguinte nota à reportagem: “De maneira enfática, os advogados João Vinícius Manssur e William Jenssen esclarecem que as recentes especulações sobre uma possível delação premiada por parte do Sr. Filipe Martins são completamente infundadas e carecem de qualquer base verídica”.

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