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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Heitor Mazzoco. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A disputa entre Marçal e Nunes pela herança política de Bolsonaro em SP

Bolsonaristas indecisos mobilizam as candidaturas do PRTB e do atual prefeito em busca da reeleição

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 25 ago 2024, 11h21 - Publicado em 25 ago 2024, 10h41

A campanha de Ricardo Nunes (MDB) acendeu o sinal amarelo ao ver Pablo Marçal (PRTB) deslanchar nas pesquisas de intenção de votos nesta semana. Na primeira rodada de levantamentos eleitorais após o início dos debates, uma série de má notícias assombrou o entorno do prefeito de São Paulo.  O alerta iniciou com a divulgação da AtlasIntel, na quarta-feira, 21, em que Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 28,5%; Nunes com 21,8%; e Marçal com 16,3% das intenções de voto. A pesquisa, feita por meio de questionário online, entrevistou 1.803 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

A situação ficou mais crítica com o levantamento do Datafolha na quinta-feira, 22. Ainda que dentro do limite da margem de erro, o atual prefeito, com 19% das intenções de voto, ficou atrás do candidato do nanico PRTB, que tem 21% e também empata tecnicamente com o psolista Guilherme Boulos, com 23%. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais e ouviu, nas ruas, 1.204 eleitores. Outro dado grave para a campanha que busca a reeleição em São Paulo diz respeito ao eleitorado ligado a Jair Bolsonaro. Entre os que votaram no ex-presidente em 2022, 44% deve apoiar Marçal, enquanto 30% apostam em Nunes, o candidato oficial do bolsonarismo e com o vice Ricardo Mello Araújo (PL), indicado pelo capitão.

Os candidatos à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB)
Os candidatos à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB) (Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Rovena Rosa/Agência Brasil/Antonio Milena/VEJA)

Uma estratégia adotada pelo entorno de Nunes foi trazer aliados de primeira hora do ex-presidente para mais perto das decisões políticas e para o marketing da campanha, numa tentativa de repactuar esse público, que se mostra indeciso na disputa paulistana. O racha não é bom para a tentativa de reeleição do atual prefeito, nem para o núcleo duro de Bolsonaro, que vê o bolsonarismo se desgarrar do direcionamento do seu maior líder. Dentro desse plano, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) gravou vídeos ao lado de Nunes e ainda se dedicou a atacar Marçal nas redes sociais. Em uma publicação no X, o filho 03 do capitão disse que entrevistou o coach para um programa no Youtube, mas não colocou no ar após um pedido do influenciador de não publicar o que tinha dito sobre “marxismo e comunismo” na gravação.

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas da sexta-feira, 23, mantém o alerta ligado para a campanha de Nunes, mas o cenário é menos preocupante do que o apresentado pelo Datafolha. Nunes ainda lidera a corrida eleitoral com 24,1% dos votos, seguido por Boulos (21,9%). Mas vê Marçal subir 5,4 pontos percentuais desde a pesquisa anterior, divulgada em 8 de agosto, e se tornar um postulante ao segundo turno, com 17,9% das intenções de voto. A margem de erro do levantamento, que ouviu 1.500 eleitores entre os dias 19 e 22 de agosto, é de 2,6 pontos percentuais.

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Marçal quer o legado do capitão

Na sua arena preferencial de embate, as redes sociais, o coach chegou a se indispor com Jair Bolsonaro. Na quinta-feira, 23, Marçal chegou a pedir ao ex-presidente que devolvesse os 100.000 reais que ele doou para campanha presidencial de 2022. Ao vídeo de Eduardo Bolsonaro, respondeu no estilo “passivo agressivo”. Enquanto agradecia o deputado por “varrer os comunistas”, o coach ironizou o PL e colocou Boulos e Nunes no mesmo balaio. No dia seguinte, Marçal mudou completamente o tom nas redes sociais. Ele lembrou um vídeo que gravou em 2022, após a derrota de Bolsonaro para Lula. Num vídeo com uma música sentimental, ele falou que “não vai baixar a cabeça para comunista”, nem “fazer o que o Valdemar Costa Neto (presidente do PL) quer”, mas deixou um recado sobre o legado de Jair Bolsonaro.

“Eu continuo firme com você, por mais que tem (sic) pessoas que tentam nos desconectar. Entendo que você deu a sua palavra para o Nunes, não te cobrei isso de forma nenhuma. Você é um cara de palavra. Eu sei que a gente vai fazer junto. A direita não tem dono, a liberdade não tem dono, mas você representa o marco. (Foi) você que levantou essa bola da direita no país e a gente nunca vai esquecer disso”, disse Marçal no Instagram.

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Sem Jair Bolsonaro ao lado, Marçal se apoia em símbolos do bolsonarismo. (Ramiro Brites/VEJA)
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Questionado por VEJA sobre a postura errática de Bolsonaro nas últimas semanas, em que chegou a elogiar a inteligência de Marçal e depois compará-lo a um “produto estragado”, ele disse que a imprensa queria distorcer o que havia sido dito e tirou do bolso a medalha que recebeu do ex-presidente. “Ele me deu três conselhos e eu já segui”, disse Marçal. “Eu esqueci a carteira, mas eu trouxe a moeda dele de ‘imborachável, imorrível, incomível’”, acrescentou.

A campanha de Marçal disse que ainda não decidiu se o candidato do PRTB vai à Avenida Paulista em ato no dia 7 de setembro, convocado por Silas Malafaia com a presença de Jair Bolsonaro e que recebe, nos bastidores, o apoio de políticos ligados ao bolsonarismo. Em São Paulo, as próximas semanas prometem novos capítulos de uma briga pelo voto bolsonarista.

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