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Gonorreia: a maior causa de doença transmitida por sexo no mundo

A gonorreia é uma infecção de transmissão sexual causada por uma bactéria. Só nos Estados Unidos são reportados mais de 350.000 casos por ano

Por David Uip 13 nov 2017, 12h08

A gonorreia é uma infecção causada por uma bactéria – cocos gram-negativo -, de transmissão sexual, de importância mundial, estimando-se que nos Estados Unidos são reportados mais de 350.000 casos por ano e um outro tanto semelhante sequer é notificado. É a maior causa de uretrite no homem e cervicite na mulher, na qual pode evoluir para doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

Transmissão e consequências da doença

A Neisseria gonorrhoeae pode ser invasiva e causar doença sistêmica do tipo endocardite e meningite. Adicionalmente, o gonococos pode ser transmitido de mãe para filho na proporção de 30% a 50%, culminando em quadros clínicos importantes como a conjuntivite neonatal, faringite, artrite e doença disseminada.

As formas extra-genitais, sintomáticas ou não, incluem: faringe, reto e conjuntivas. Algumas vezes, a transmissão dessas apresentações clínicas não ocorre por via sexual. No sexo masculino, a doença ano-retal gonocócica é mais comum em homens que fazem sexo com homens (HSM).

Grupos de risco

Em um estudo multi-cêntrico com a participação de mais de 11.000 HSM, 1.100 apresentaram exame positivo para N.gonorrhoeae; em outras pesquisas, o diagnóstico ocorreu em mais de 40% dos investigados. Essas observações são coerentes com os achados de aumento em três vezes do risco da contaminação pelo vírus da aids em HSH com doença retal gonocócica. A doença gonocócica disseminada ocorre em 0,5% a 5% dos pacientes infectados. Fatores de defesa do hospedeiro e microbianos podem ser os responsáveis pela disseminação.

A sistematização da bactéria determina duas síndromes: a artrite purulenta e a tríade – tendo-sinovite, dermatite e poli-artralgia. Outras manifestações generalizadas incluem a endocardite, meningite e osteomielite. O teste de amplificação do ácido nucleico (NAAT) é o preferido para o diagnóstico da infecção gonocócica ano-genital, urinária e faríngea.

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Resistência a antibióticos

Desde que se estabeleceu em saúde publica a falência da erradicação do gonococos, é desejável que o tratamento atinja eficácia superior a 95%. A vigilância mundial à N.gonorrhoae demonstrou aumento da sua resistência a múltiplas classes de antimicrobianos, incluindo as penicilinas, tetraciclinas, macrolideos e fluoroquinolonas.

A recomendação atual, a despeito da menor sensibilidade anti-microbiana, é na sequência: ceftriaxone, azitromicina e tetraciclina. O tratamento dos parceiros sexuais é essencial para prevenir as re-infecções e controlar a disseminação da N.gonorrhoae.

 

Lailson Santos/VEJA

 

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