Projeto americano antigolpe é referência para reforma eleitoral no Brasil
Experiência americana com Trump confirma mudança: antes, golpe era com tanques e fuzis, agora é com manipulação da lei e ofensiva contra o Judiciário
O Congresso dos Estados Unidos decidiu avançar no projeto de uma lei antigolpe. É para impedir a repetição de tentativas de golpe de estado como a realizada por Donald Trump na campanha eleitoral de 2020, que levou à invasão da sede do Congresso em janeiro de 2021, antes da posse de Joe Biden.
O foco está na lei eleitoral americana, que está completando 135 anos em vigor. Os partidos Republicano e Democrata escolheram 16 senadores para tapar as brechas identificadas na legislação e, também, introduzir mecanismos de bloqueio a golpe constitucional por futuros candidatos, principalmente presidentes em busca da reeleição.
Dois senadores, Susan Collins (Republicana) e Joe Manchin III (Democrata), apresentaram ontem o projeto de reforma eleitoral. O texto é uma peça jurídica sob medida para proteger instituições e servidores públicos no sistema de votação e, sobretudo, o resultado apurado nas urnas.
No Brasil, também é provável que, em 2023, o novo Congresso avance numa reforma da legislação para proteger o sistema eleitoral, impondo limitações a candidatos e partidos. Parlamentares consideram a iniciativa dos EUA uma referência, observadas as peculiaridades de cada país.
A experiência americana com Trump, plasmada na campanha brasileira de 2018 e adaptada na atual, confirma a tendência de mudança no formato dos golpes institucionais: antes, golpe era com tanques e fuzis, agora é com manipulação da lei — no caso brasileiro, inclui ofensiva contra o Judiciário, cujo papel é impor limites ao governo e ao Congresso.
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