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Jorge Pontes foi delegado da Polícia Federal e é formado pela FBI National Academy. Foi membro eleito do Comitê Executivo da Interpol em Lyon, França, e é co-autor do livro Crime.Gov - Quando Corrupção e Governo se Misturam.
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Polícia Federal na COP28, em Dubai

Presença do delegado Humberto Freire no evento é um sinal inequívoco da relevância do trabalho da polícia em relação ao enfrentamento das ameaças climáticas

Por Jorge Pontes
28 nov 2023, 18h11

A Polícia Federal definitivamente subiu o sarrafo na repressão aos crimes ambientais. Nessa primeira quinzena de novembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou 318 milhões de reais do Fundo Amazônia para a elaboração e execução de um complexo projeto de segurança que combaterá o desmatamento e diversos outros delitos ambientais nas nossas florestas tropicais.

A iniciativa, que prevê aquisição de equipamentos como helicópteros e embarcações, o desenvolvimento de atividades de inteligência, além da criação de um Centro Internacional de Cooperação Policial em Manaus, será macro-gerenciada pela Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente – Damaz, da Polícia Federal, que em menos de um ano de atividades já obteve grandes êxitos na sua missão de conter a delinquência ambiental nos biomas brasileiros.

O desmatamento das nossas coberturas florestais já caiu para a metade em 2023, e nos encontramos nesse momento com a taxa mais baixa desde o ano de 2018. Ainda falta muito para a meta de desmatamento zero, que foi prometida pelo presidente Lula para o ano de 2030.

Uma outra boa notícia é que o diretor da Damaz, delegado Humberto Freire, está a caminho da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP28, que ocorrerá em Dubai, onde também comparecerá a nossa ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A presença do delegado no evento é um sinal inequívoco da relevância que o trabalho da PF guarda em relação ao enfrentamento das ameaças climáticas.

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O mundo já percebe com meridiana clareza a interconectividade dos eventos criminosos com os cataclismas ambientais. É o que o professor alemão Christoph Burchard, da Goethe University de Frankfurt, chama de “planetary crime”, o delito planetário, cujas consequências poderão ser sentidas globalmente.

Então, reduzir significativamente o desflorestamento da Amazônia é instrumental para arrefecer o aquecimento global. O que fazemos (ou deixamos de fazer) por aqui impactará inexoravelmente os quatro cantos do planeta.

Enfim, as árvores poupadas na Amazônia brasileira poderão, grosso modo, ajudar a prolongar a existência do cume nevado do Monte Kilimanjaro, majestoso símbolo da África, continente mãe da humanidade.

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