Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Holofote Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Silvio Navarro
Os personagens que estão no centro do poder. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Análise: um governo em pane seca

Será que o governo Michel Temer terá combustível para acabar?

Por Silvio Navarro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 29 Maio 2018, 10h32 - Publicado em 28 Maio 2018, 19h32

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta segunda-feira “ter absoluta convicção” de que a paralisação dos caminhoneiros terminará amanhã. Todos os brasileiros que querem trabalhar, levar seus filhos à escola, ir ao supermercado ou que precisam de qualquer serviço público — amanhã! — esperam que ele esteja certo. Mas o estrago já está feito. Na economia, enquanto o time do presidente recalcula o impacto de quase 10 bilhões de reais nas contas públicas e na saúde da Petrobras, o cidadão de bem vai pagar muito mais caro pela inoperância de um governo fraco e pela irresponsabilidade de quem flerta com o perigo ao apostar no caos e/ou em qualquer hipótese de intervenção militar.

É possível que Temer esteja certo e que amanhã ou depois os postos de gasolina abasteçam as ruas. Mas que não se perca de vista que esse governo cedeu uma, duas, três vezes aos senhores chantageadores das estradas — e aos seus patrões –, e ainda assim, assistiu quase atônito aos brasileiros responderem de ombros. Por quê? Porque ninguém que paga imposto honestamente hoje confia no político que herdou um país aflito por um horizonte mais lúcido, mas que personifica o retrato inequívoco do velho Brasil. Cujo nascedouro do mandato tem raízes naquilo que ninguém mais aguenta: um gabinete chefiado por Jucá, Geddel, Henrique Alves e outros, para citar só quem foi preso, para além de assessores que vão terminar 2018 nas páginas dos inquéritos da Lava Jato.

Também é uma crise do Congresso. Um Legislativo tíbio que não responde às reais necessidades do país porque foi feito refém de um governo que só reluta em sobreviver e não tem mais gasolina — leia-se emendas ao Orçamento e cargos na máquina — para distribuir a granel.

Continua após a publicidade

Quando o estoque esgotou-se porque a conta da União não fechará para 2019, Temer e seu gabinete de dinossauros entenderam que nem todos os amigos da festa de ontem são realmente fiéis: Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, foi o primeiro a pular do barco. Convocar Eunício Oliveira, o presidente do Senado, a reagir agora, foi quase um grito desesperado de uma administração inepta que não teve um Renan Calheiros para toda a obra — como Lula e Dilma sempre tiveram. Talvez essa seja a carta do baralho que Temer gastou cedo demais — ou preferiu não usar.

É um governo em pane seca.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.