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Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

O freio de arrumação da terceira via

Polarização entre Bolsonaro e Lula força candidatos ao centro reavaliarem estratégias na largada do ano eleitoral

Por Clarissa Oliveira 6 jan 2022, 10h09

A virada do ano não foi das melhores para os nomes que se apresentam como possível terceira via na corrida presidencial deste ano. Com a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula cada vez mais cristalizada nas pesquisas, os candidatos situados mais ao centro do espectro político tiveram que reavaliar estratégias e rebater especulações sobre o risco de pularem fora do páreo.

Sergio Moro precisou vir a público para negar qualquer possibilidade de trocar a disputa pelo Palácio do Planalto pelo Senado, depois que o portal UOL noticiou relatos de bastidores apontando nessa direção. Usou as redes sociais e mobilizou interlocutores, para que avisassem a potenciais aliados que seguirá até o fim na disputa.

João Doria, como informou a coluna na semana passada, recuou das conversas que vinha mantendo com aliados sobre a possibilidade de deixar o cargo de governador já na virada do ano. Seria uma forma de se posicionar claramente como candidato e de deixar a vitrine do governo para o vice Rodrigo Garcia, pré-candidato a sua sucessão. Depois de reavaliar o cenário, achou melhor permanecer no governo até o prazo limite, em março.

Já Rodrigo Pacheco, alçado à condição de presidenciável por seu novo partido, o PSD, decidiu ficar em cima do muro por mais um tempo. Como a coluna noticiou ontem, o presidente do Senado passou a indicar que só vai mesmo oficializar sua entrada na disputa mais para frente, em fevereiro, quem sabe março.

As três campanhas admitem nos bastidores que o cenário é desafiador e que o quadro eleitoral, por enquanto, segue engessado. Mas apostam na máxima de que ainda é cedo e que há muito para acontecer antes da eleição. Mas uma tendência que parece já dar alguns sinais é o endurecimento dos discursos daqui para frente. Moro, por exemplo, já largou em 2022 dizendo que precisa salvar o País de “pelegos e milicianos“. O time de Doria também trabalha com a ideia de um cenário mais agressivo daqui para frente.

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