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‘Chiclete’ de 6 mil anos traz pistas sobre papéis de gênero no passado

A análise também revelou vestígios de plantas e animais, mostrando o que povos neolíticos comiam e como produziam suas ferramentas

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 out 2025, 12h00 • Atualizado em 21 out 2025, 12h14
  • Um material escuro e pegajoso, mastigado há cerca de 6.000 anos por habitantes da Idade da Pedra, está ajudando cientistas a reconstituir detalhes surpreendentes sobre o cotidiano de nossos antepassados. Esse “chiclete” pré-histórico, feito de casca de árvore, foi encontrado em vilas neolíticas nos Alpes europeus e ainda guardava DNA humano, restos de alimentos e microrganismos da boca de quem a mastigou.

    A pesquisa, publicada na revista Proceedings of the Royal Society B, conseguiu identificar não apenas o sexo de quem o mastigou, mas também a que tipo de tarefa o material estava associado, revelando um panorama da divisão social entre homens e mulheres há milênios.

    Como o DNA foi preservado?

    O alcatrão de bétula, material de que era feito o “chiclete”, era amplamente utilizado por povos neolíticos como cola natural. Ao ser aquecido, ele se tornava maleável e servia para fixar lâminas de pedra, montar ferramentas ou reparar utensílios domésticos. No entanto, antes de ser aplicado, muitas vezes precisava ser amolecido e a forma mais prática de fazer isso era mastigando.

    Esse processo deixou marcas inconfundíveis. Em vários fragmentos, os pesquisadores encontraram impressões de dentes e até resíduos microscópicos de saliva. A substância do “chiclete”, com suas propriedades antimicrobianas, impediu a degradação do material orgânico, permitindo que o DNA humano permanecesse intacto por milênios.

    O que os cientistas concluíram?

    Os resultados revelaram um padrão claro: amostras associadas a ferramentas de caça e pesca continham DNA masculino, enquanto fragmentos usados em reparos de cerâmica traziam DNA feminino. Para os arqueólogos, essa diferença indica que havia divisão de tarefas entre homens e mulheres nas comunidades neolíticas dos Alpes.

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    Enquanto os homens provavelmente se ocupavam da produção e manutenção de instrumentos de caça, as mulheres lidavam com atividades domésticas, como o preparo e o armazenamento de alimentos. Essa distinção ajuda a compreender como se organizavam socialmente os grupos humanos no início da agricultura.

    Além disso, os fragmentos continham vestígios de plantas como trigo, cevada, linho e papoula. Esses resíduos fornecem pistas sobre a dieta e os recursos disponíveis, sugerindo que essas populações cultivavam e processavam uma variedade de alimentos e fibras vegetais.

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