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Vai um cafezinho? Adoçado é melhor para não morrer

Pesquisa avança na tese de que quem consome a bebida tem menos chances de bater as botas, fazendo a distinção entre ela ingerida pura ou adocicada

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2022, 12h46
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Um novo estudo avançou na tese, já conhecida no mundo acadêmico, de que a ingestão de café reduz o risco de morte – acredita-se que o benefício pode estar em suas propriedades antioxidantes, que retardam o dano às células do corpo. Publicada esta semana na revista científica Internal Annals of Medicine, a pesquisa realizada por um grupo de cientistas chineses faz a distinção entre a bebida consumida pura e com açúcar ou adoçantes artificiais. As conclusões devem tranquilizar quem tem tendência a ser uma formiguinha e se sente culpado por isso.

No universo pesquisado, quem bebe de 1,5 a 3,5 xícaras de café por dia, mesmo com uma colher de chá de açúcar, tem até 30% menos chances de morrer. Quem bebe essa mesma quantidade, sem açúcar, tem entre 16% e 21% menos chances de bater as botas. Os que consomem cerca de três xícaras por dia têm menor risco de morte quando comparados aos que não ingerem a bebida. Os pesquisadores analisaram dados do Biobank, um banco de dados médico com informações de pessoas do Reino Unido.

Eles analisaram informações demográficas, de estilo de vida e dietéticas coletadas de mais de 170.000 pessoas com idades entre 37 e 73 anos durante um período médio de sete anos, entre 2009 e 2018. O risco de mortalidade permaneceu baixo para pessoas que bebem café descafeinado e cafeinado. Os dados foram inconclusivos para quem toma café com adoçantes artificiais.

Em um artigo na mesma revista científica, Christina Wee, professora da Escola de Medicina de Harvard, diz que este e outros estudos sobre os efeitos do café na saúde são em grande parte observacionais. Ou seja, não são totalmente conclusivos, porque não levam em consideração outros hábitos saudáveis das pessoas pesquisadas, como por exemplo uma dieta saudável ou a prática de exercícios físicos.

Independentemente disso, o Brasil pode se considerar um país protegido. O mercado local de café é o maior do mundo, com uma participação de cerca de 14% no consumo mundial da bebida. Segundo pesquisas recentes, o brasileiro consome 835 xícaras por ano em média, o que resulta em duas xícaras e um pouquinho por dia. Até 2025, a expectativa é que para 1.050 xícaras. Para temor de comparação, o americano médio toma 573 xícaras por ano.

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