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Rocha de calcário revela curiosidades sobre antigo aqueduto romano

Construído entre 38 e 52 d.C, por centenas de anos o aqueduto conhecido como Anio Novus transportou água por 87 quilômetros, do Rio Aniene, principal afluente do Rio Tibre, para Roma, na Itália. Ao estudar depósitos de calcário – que se transformaram em uma pedra conhecida como travertino – formados pela água que corria dentro do aqueduto, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, relataram, no Journal of Archaeological Science, uma estimativa real para a vazão do aqueduto de 1,4 metro cúbico por segundo.

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Conhecido como perímetro molhado, o acúmulo de travertino dentro do canal indica o nível médio de água. De acordo a marcação, o Anio Novus estava quase sempre cheio. Mesmo assim, a estimativa atual é significativamente menor do que cálculos anteriores. Pesquisadores descobriram que mesmo uma pequena quantidade de acúmulo da pedra era suficiente para reduzir o fluxo de água em 25%.

Outras projeções tentaram conciliar os números com taxas registradas em 97 d.C. pelo comissário Júlio Frontino Sexto de Roma, em seu texto clássico intitulado De Aquis. Contudo, para Bruce Fouke, professor de geologia e microbiologia da universidade e autor da pesquisa, “os dados de Frontino não devem ser usados, pois ele não tinha meios para medir com precisão o fluxo de água e velocidade da correnteza. Além disso, essas informações eram muito discrepantes por causa de erros de medição, roubo de água e fraude”.

“Independentemente das diferenças, pesquisadores concordam que estes aquedutos foram a peça central da infraestrutura que permitiu a urbanização em grande escala. Com este abastecimento de água confiável, a população de Roma foi capaz de crescer entre 600 000 a um milhão de pessoas durante o primeiro século d.C.”, declarou Fouke. Pela inventividade e eficácia das obras, os aquedutos são referências arquitetônicas e urbanísticas que inspiraram engenheiros e cientistas ao longo da história.

(Da redação)