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Ondas de choque causadas por meteorito que caiu na Rússia percorreram 85.000 quilômetros

Pesquisa mostra que explosão foi a segunda maior já registrada e a quantidade de energia liberada foi a maior medida desde o meteorito que caiu em Tunguska, também na Rússia, em 1908

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h19 - Publicado em 28 jun 2013, 21h32

No dia 15 de fevereiro deste ano, um grande meteorito se desintegrou no céu sobre os Montes Urais, na Rússia. A onda de choque feriu cerca de mil pessoas e causou 30 milhões de dólares de prejuízo. Uma nova pesquisa aceita para publicação na revista Geophysical Research Letters descreve o impacto com o maior grau de detalhes até agora. Segundo os dados coletados pelos pesquisadores, a onda de choque provocada pelo meteorito viajou o equivalente a duas voltas no planeta e a quantidade de energia liberada foi a maior medida desde o meteorito que caiu em Tunguska, também na Rússia, em 1908.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: 2013 Russian Fireball largest ever detected by CTBTO infrasound sensors

Onde foi divulgada: periódico Geophysical Research Letters

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Quem fez: Alexis Le Pichon, Lars Ceranna, Christoph Pilger, Pierrick Mialle, David Brown, Pascal Herry, Nicolas Brachet

Instituição: Organização do Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares, entre outras

Dados de amostragem: Dados captados por 20 sensores de infrassom espalhados pela organização ao redor do mundo

Resultado: O impacto do meteorito liberou uma energia equivalente a 460 quilotons e causou ondas de choque que percorreram 85.000 quilômetros.

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A onda de choque foi registrada por equipamentos da Organização do Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares, espalhados pelo mundo para detectar testes clandestinos de bombas nucleares. Os equipamentos registram a passagem de ondas de choque por meio da detecção de infrassons, sons de baixa frequência – com menos de 10 hertz – que não podem ser ouvidos pelos seres humanos.

Segundo o estudo, as ondas infrassônicas provocadas pelo meteorito foram gravadas em 20 estações de monitoramento da organização e foram as mais fortes já registradas pelo sistema. O impacto teria causado ondas de choque que percorreram até 85.000 quilômetros, o suficiente para dar duas voltas na Terra.

Os pesquisadores estimam que a explosão liberou uma energia equivalente a 460 quilotons – cerca de 20 vezes mais que a bomba nuclear jogada pelos americanos em Nagasaki, no Japão, na Guerra Mundial II. Por sorte, a explosão aconteceu muito acima da Terra, a uma altitude de 30 a 50 quilômetros. Segundo a pesquisa, essa é o segundo maior impacto de meteorito já registrado, só perdendo para o que caiu em Tunguska, que foi dez vezes mais potente e destruiu 8 milhões de árvores em uma área de 1.200 quilômetros quadrados de floresta.

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