Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

O risco que paira sobre os primatas na pandemia

Geneticamente muito próximos do ser humano, não é impossível que macacos possam contrair a Covid-19

Por Sabrina Brito Atualizado em 13 abr 2020, 14h22 - Publicado em 13 abr 2020, 11h16

É senso comum que os macacos são alguns de nossos parentes mais próximos no reino animal: embora não descendamos deles, como se acreditou por muito tempo, possuímos um ancestral comum recente. Esse fato faz com que nosso material genético seja semelhante e, portanto, com que sejamos suscetíveis a algumas das mesmas doenças. Não à toa, cresce agora a preocupação com o risco que o novo coronavírus pode representar para esses animais.

Por isso, foi suspenso todo o turismo relacionado a gorilas no continente africano. Além disso, santuários de orangotangos acabaram fechados ao público na África.

Vale lembrar que, em um zoológico de Nova York, foi constatado que a Covid-19 acometeu um tigre — ou seja, não somos só nós os sujeitos a adoecerem durante esta nova pandemia.

No entanto, ainda não é possível determinar se o vírus é capaz de infectar outros primatas. O que se sabe é que alguns desses animais, a exemplo do gorila-das-montanhas (espécie ameaçada de extinção), são suscetíveis a patógenos em comum conosco, e podem vir a apresentar doenças respiratórias.

Antes do surto do novo coronavírus, já era recomendado que mantivéssemos, no mínimo, uma distância de 7 metros de gorilas em zoológicos e outras instalações. As diretrizes da União Internacional para a Conservação da Natureza pede, aliás, que fiquemos a 10 metros de distância ou mais dos demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, bonobos e chimpanzés).

Embora a maior parte das mortes recentes desses animais se deva à caça e ao desmatamento, vírus também podem ocasionar muitas fatalidades: para alguns grupos de macacos, as infecções estão entre as três causas de morte mais comuns. Recentemente, o surto de ebola na África matou centenas de chimpanzés e gorilas, por exemplo.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês