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Nível de gases do efeito estufa bate novo recorde em 2011

Relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra que os níveis de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera são os mais altos já medidos

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h25 - Publicado em 20 nov 2012, 15h49

O nível dos gases do efeito estufa, apontados como os principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, atingiu um novo recorde em 2011, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgados nesta terça-feira em Genebra.

As análises mais recentes da OMM, publicadas em um boletim anual sobre o assunto, mostram que as frações de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N20) na atmosfera alcançaram novos níveis máximos em 2011. Estes três gases são os principais causadores do efeito estufa, pois prendem a radiação solar dentro da Terra, causando o aquecimento do planeta.

O dióxido de carbono é o principal gás do efeito estufa emitido pela atividade do homem, sendo responsável por 85% do aquecimento global registrado nos 10 últimos anos. Em 2011, a concentração de CO2 no mundo chegou a 390,9 ppm (partes por milhão), 40% a mais do que era encontrado na época anterior ao surgimento da indústria.

No ano passado, sua concentração na atmosfera aumentou 2 ppm. Este aumento é semelhante ao que foi medido nos últimos dez anos, e superior ao que foi registrado nos anos 1990, quando a média de aumento era de 1,5 ppm por ano.

Segundo a OMM, desde 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram emitidas na atmosfera na forma de CO2. Cerca de metade dessa quantidade foi absorvida pelos oceanos e florestas – o que está longe de resolver o problema do aquecimento global. “Estes bilhões de toneladas de CO2 adicionais em nossa atmosfera permanecerão durante séculos e aquecerão ainda mais nosso planeta. Isso terá repercussões em todos os aspectos de vida na Terra”, declarou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

Outros gases – O segundo gás de efeito estufa mais importante é o metano (CH4), formado nas zonas úmidas do planeta. Pelo menos 60% de sua emissão vem de atividades humanas, como pecuária, cultivo do arroz, combustão de biomassa e aterros sanitários. Sua concentração na atmosfera registrou no ano passado um novo pico: 1.813 ppb (partículas por bilhão). Esse valor representa 259% a mais em relação ao nível do início da era industrial.

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Já em relação ao óxido nitroso (N20), sua concentração na atmosfera também registrou um novo recorde em 2011, com um nível de 324,2 ppb, valor que representa 120% do que era encontrado na era pré-industrial. As emissões de N20 provêm, principalmente, dos oceanos, dos solos, da combustão de biomassa, dos adubos e de processos industriais. Este gás também desempenha um papel importante na destruição da camada de ozônio, que protege o planeta dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol.

Embora hoje em dia ele seja considerado o menos importante dos três gases, o N2O permanece muito tempo na atmosfera – a OMM estima que, ao longo de 100 anos, seu impacto no clima é 298 vezes superior à uma quantidade igual de dióxido de carbono.

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