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França testa nova tecnologia para tratar lixo radioativo

Técnica utiliza jatos de plasma para diminuir o volume dos resíduos produzidos em reatores nucleares e deve começar a ser empregada em dois anos

Uma nova tecnologia para tratar o lixo radioativo foi testada com sucesso em um laboratório francês nesta quinta-feira. A técnica foi desenvolvida em parceria entre a companhia espanhola da energia Iberdrola e a belga Belgoproces. Ela se destina a reduzir o volume dos dejetos nucleares com nível de radioatividade baixa e média, submetendo-os a jatos de plasma muito quentes, que podem atingir até 5.000 graus Celsius.

O lixo atômico é composto por substâncias químicas radioativas que sobram após a geração de energia em usinas nucleares. Mesmo sendo produzido em pequenas quantidades, o perigo de contaminação representado pelo material faz com que as empresas de energia empreguem técnicas caras para estocá-lo e enterrá-lo. Reduzir os volume de lixo gerado ajudaria a diminuir os custos do processo.

A nova tecnologia faz exatamente isso, ao submeter os dejetos a altas temperaturas, derretendo o composto. Após resfriar, ele assume uma forma sólida cujo volume pode representar até 1,25% do original. Os resíduos podem ser, em seguida, colocados em unidades de estocagem e cimentados.

Os testes foram realizados durante dois dias em uma instalação da empresa francesa Europlasma Inertam, em Morcenx. Agora, o plano dos construtores é transferir a nova unidade de tratamento para a usina nuclear de Kozloduy, no noroeste da Bulgária. “Ela começará a ser montada em setembro. Sua entrada em funcionamento está prevista para daqui a dois anos”, segundo comunicado da empresa Iberdrola.

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(Com Agência France-Presse)