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Como um projétil pode impedir a colisão de asteroides com a Terra

Estudando o meteorito que atingiu Chelyabinsk, na Rússia, cientistas afirmam que é possível desenvolver estratégias para impedir o impacto de asteroides

Fazer uso de um projétil para desviar a órbita de um asteroide e evitar a colisão com a Terra seria uma estratégia possível, segundo um estudo do Instituto de Estudos do Espaço da Catalunha (IEEC-CSIC, na sigla em espanhol). A pesquisa, publicada na edição de janeiro do periódico científico The Astrophysical Journal, foi feita com base no meteorito Chelyabinsk, que explodiu em 2013 sobre céu russo após atravessar a atmosfera. A análise demonstra que, de acordo com a composição, densidade e estrutura interna da rocha, é possível que uma missão, desenvolvida com antecedência, consiga impedir o impacto.

O estudo não é o primeiro a investigar maneiras de evitar um possível confronto entre um objeto próximo à Terra (NEO, sigla em inglês) de grandes dimensões e o nosso planeta. No início do ano, o governo americano também divulgou um plano para lidar com esse tipo de ameaça.

De acordo com os cientistas, a probabilidade de uma rocha com quilômetros de diâmetro ter consequências devastadoras após se chocar com a Terra é estatisticamente pequena, já que é mais frequente que objetos de poucas dezenas de metros (como o de Chelyabink), que são descobertos continuamente, alcancem a atmosfera terrestre. As chances, entretanto, ainda existem – e astrônomos afirmam que, se não for identificado a tempo, o impacto não poderá ser evitado.

Como impedir a colisão

Quando explodiu sobre a Rússia, o meteorito de aproximadamente 18 metros de diâmetro se fragmentou em milhares de pedaços que caíram na superfície do planeta. O rompimento do objeto na atmosfera mostrou que a Terra atua como um eficiente escudo — por causa do atrito com a atmosfera, o corpo celeste se desintegrou e apenas 4.000 quilos de suas 13.000 toneladas atingiram a superfície. O maior pedaço, de 570 quilos, foi encontrado no lago Chebarkul. Apesar de ser um meteorito pequeno, o choque que ocorreu quando entrou na atmosfera, a uma velocidade de 19 quilômetros por segundo, deixou centenas de feridos e grandes danos materiais.

Em laboratório, a equipe dirigida pelo pesquisador Jordi Sort, da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), realizou medições das propriedades mecânicas do meteorito que, segundo os cientistas, tem características semelhantes a alguns tipos de asteroides. A análise obteve de maneira rigorosa e sistemática as propriedades dos materiais que formam esse corpo celeste, em particular, a dureza, a elasticidade e a resistência à fratura. Essas informações são determinantes para que o impacto de um projétil consiga desviar a órbita desse objetos. Segundo os resultados, a composição, a estrutura interna, a densidade e outras propriedades físicas são fundamentais para o êxito de uma missão na qual seria lançado um projétil cinético – tipo de projétil que não possui carga explosiva – para desviar a órbita de um asteroide perigoso.

Asteroides, meteoritos e meteoros

Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo sistema solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos, por sua vez, são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Já os meteoros são as rochas que atravessam a superfície da Terra e deixam rastros luminosos no céu, resultado do atrito com o ar  são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

O objeto que explodiu sobre o céu de Chelyabinsk é um meteorito de uma classe conhecida como condrito ordinário. Os pesquisadores o escolheram porque esse tipo de rocha é mais consistente e pode ser considerado representativo dos materiais formativos da maioria dos objetos potencialmente perigosos para a Terra.

(Com EFE)

Comentários

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  1. Romeu Borges

    Deixa esse asteroide cair gente pf!

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  2. José Smigle

    Não existe revisor na Veja? 13.000 toneladas ?!? Não é a primeira vez que publicam números estupidamente irreais para os fatos descritos.

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  3. Daniel Fernando Nascentes Taddei

    Sr. José Smigle.
    Você que não tem noção da sua própria ignorância. Se o asteroide tem 18 metros de diâmetro, seu volume aproximado (fazendo simplificações) é de 3000 m³. Não sei qual a densidade dessa rocha, mas tomando a densidade do granito de 2,7 toneladas por m³, teríamos algo como 8.200 toneladas. Ok, é distante das 13.000 toneladas, mas o número não é irreal. E a densidade do meteorito pode ser superior à do granito.

    Então, antes de ofender a revista, estude um pouquinho mais.

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  4. Catson Aruak

    Sendo um condrito ordinário há somente um ordinário à altura da façanha: lula.
    Basta pegá-lo em seu estado natural, cheio de cachaça, e colocá-lo em órbita com a bundona preparada para explodir um peido de bêbado bem nos cornos do ordinário oposto.
    Rose pode ajudar porque já cheirou muitos desses.

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  5. Ronaldo Luis

    Seria um grande favor pra humanidade um asteróide cair transformando todo mundo em pó essa raça humana perdeu o amor ao próximo deixa isso aqui para os animais pra você vê que até as fezes dos animais servem de adubo pra terra e a humanidade serve pra quê se eu tivesse um botão vermelho de extinção apertaria rindo e olha que não sou terrorista mais tiraria um grande peso das costas dessa pobre terra.

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  6. Hei Zé! Podia dormir sem essa hein?!

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  7. Otavio Rêgo Rêgo

    Por mais que o asteróide passou distante do planeta Terra. Cria uma expectativa de insegurança dessa ‘pedra de responsa’, se deslocando no espaço.

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  8. Brendo Fonseca

    Ronaldo Luis, mostre consistência com sua declaração e comece o extermínio por você mesmo. Mande fotos, please!

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  9. Brendo Fonseca

    Já imaginou o tamanho do estilingue do fdp que taca estas pedronas na gente?

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