Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Cientistas criam fórmula para a origem da vida

Americanos acharam um modo químico de juntar ingredientes básicos da vida em um mesmo lugar usando apenas compostos antigos

Por Sabrina Brito
Atualizado em 12 ago 2019, 20h55 - Publicado em 12 ago 2019, 19h09

O começo da vida na Terra foi um processo demorado e complexo que pouco conhecemos. Sabemos, por exemplo, que as primeiras células se formaram há cerca de 4 bilhões de anos. O que não compreendemos, no entanto, são os detalhes que permitiram o desenvolvimento da vida como ela é hoje. Um novo estudo da Universidade de Washington (EUA), publicado nesta segunda-feira, 12, no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, procurou elucidar alguns dos aspectos que levaram ao início da vida no nosso planeta. E tiveram sucesso.

O objetivo dos cientistas americanos era entender um enigma que há muito provoca a curiosidade da comunidade científica. Quando as primeiras células se formaram, em um tipo de sopa de compostos complexos de carbono, elas precisavam absorver alguns dos íons presentes (como o magnésio) nessa mistura para usar no seu metabolismo. Contudo, as cargas desses íons (átomos eletricamente carregados) podiam desestabilizar as células, o que faria com que as membranas fossem desmanchadas, e ocasionaria na morte celular.

Para resolver esse problema e entender os mecanismos que proporcionaram as condições adequadas para a vida na Terra, os pesquisadores decidiram utilizar em seus experimentos apenas moléculas que estavam presentes no planeta há 4 bilhões de anos, em tentativa de reproduzir a situação vivida pelos seres pioneiros. Para imitar a constituição das células, foram usados recipientes microscópicos cheios de fluido e envoltos em membranas feitas de ácido graxos (como teriam sido as estruturas equivalentes daqueles seres).

Continua após a publicidade

Como resultado, a equipe descobriu que os aminoácidos (substâncias orgânicas formadoras das proteínas e presentes nas células) teriam assumido o papel de incorporar íons de magnésio às membranas celulares sem desestabilizá-las, impedindo que cedessem. Assim, a célula teria acesso ao íon exigido por seu metabolismo sem correr o risco de ser desmanchada pela carga elétrica do íon.

Além disso, os cientistas concluíram que, como os aminoácidos, moléculas de RNA (ácido que comanda a produção de proteínas e tem um papel importante na codificação genética) também ajudam a solidificar as membranas celulares em situações adversas, fortificando-as.

O trabalho dos pesquisadores indica uma possibilidade segundo a qual íons, moléculas de RNA, membranas e aminoácidos — ingredientes imprescindíveis à vida — poderiam existir em equilíbrio. A pesquisa permite conjecturar, portanto, que as membranas podem ter sido o palco em que compostos essenciais à vida teriam coexistido pela primeira vez. Em outras palavras, está aí mais um passo para se chegar à formulação de qual teria sido a equação química que permitiu existir vida na Terra.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.