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Secretária de Educação Básica do MEC pede demissão

A saída acontece no mesmo dia em que o ministério anunciou o adiamento, para 2021, da avaliação da alfabetização de crianças brasileiras

Por Agência Brasil 25 mar 2019, 22h07 | Atualizado em 3 jul 2026, 11h07
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A secretária de Educação Básica, Tânia Leme de Almeida, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira, 25. Em uma breve nota, o Ministério da Educação confirmou “o pedido de demissão”. A Secretaria de Educação Básica é responsável pela educação infantil, pelo ensino fundamental e pelo ensino médio.

A saída de Tânia acontece no mesmo dia em que o MEC anunciou o adiamento, para 2021, da avaliação da alfabetização de crianças brasileiras. O nível é medido pelo Sistema de Avaliação Básica (Saeb), aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na edição deste ano, que ocorrerá em outubro, crianças de 7 anos não realizarão a prova, ao contrário do que havia anunciado o ex-presidente Michel Temer.

Em 2018, o governo Temer editou as regras da avaliação, que passaria a verificar a alfabetização mais cedo, aos 7 anos de idade (2º ano do ensino fundamental). A portaria publicada pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 25, afirma que serão incluídos no exame apenas alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e da 3ª e 4ª série do ensino médio.

Segundo a pasta, o adiamento da avaliação da alfabetização foi solicitado pela Secretaria de Alfabetização porque em 2021 todas as escolas do país terão implantado a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e estarão ajustadas às políticas de alfabetização propostas pelo ministério.

Tânia foi diretora de uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) do Centro Paula Souza, autarquia do governo paulista. Ela fazia parte do grupo técnico do MEC, que já teve outras baixas.

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Na semana passada, Iolene Lima, que era diretora de Formação e muito próxima de Tânia, foi demitida. Ela tinha sido anunciada pelo ministro Vélez como substituta para o cargo de secretário executivo, que agora está vago.

O secretário executivo até então era Luiz Antonio Tozi, também ex-dirigente do Centro Paula Souza, que foi demitido a pedido do presidente Jair Bolsonaro. O grupo técnico tem rivalizado internamente com os simpatizantes de Olavo de Carvalho, considerado o guru dos bolsonaristas. Foram eles que defenderam a mudança na avaliação nacional.

(Com Estadão Conteúdo)

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