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Sarkozy celebra Joana d’Arc, figura histórica e musa da extrema-direita

Por Joel Saget - 3 jan 2012, 16h45

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai homenagear, na sexta-feira, os 600 anos de nascimento de Joana d’Arc, figura emblemática da história e monopolizada, nos últimos anos, pela extrema-direita.

A visita do chefe de Estado aos lugares simbólicos da vida de Joana d’Arc, nos departamentos de Vosges e Meuse (leste) vai acontecer na véspera de uma comemoração, em Paris, da Frente Nacional, o principal partido da extrema-direita francesa, na presença de Jean-Marie Le Pen e de sua filha Marine, candidata à presidencial de 2012.

O próprio Sarkozy deverá oficializar, em fevereiro, sua candidatura à reeleição e já havia exaltado a figura da santa francesa na campanha presidencial de 2007.

Na sexta, o presidente estará em Domrémy-la-Pucelle (Vosges), considerada a cidade natal de heroína.

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Nascida em 6 de janeiro de 1412 em Domrémy, Joana d’Arc, também chamada de ‘Jeanne la Pucelle’, a donzela, simboliza a participação francesa na guerra dos 100 anos (1337 a 1453) contra o exército inglês.

Considerada muito piedosa, foi condenada a ser queimada viva, após um processo de heresia. Reabilitada e elevada a mártir, foi beatificada e canonizada no início do século XX.

Presente nos livros escolares desde o século XIX, tornou-se um símbolo da ‘Action française’, o principal partido da extrema-direita, até a chegada da Frente Nacional na dácada de 1980. Há mais de 20 anos, a Frente Nacional organiza no dia 1° de maio uma cerimônia em sua memória.

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