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Sandro Mabel é o quarto assessor de Temer a pedir demissão

O ex-deputado ocupava um cargo voluntário e não recebia salário, portanto não será exonerado. Mabel era um forte articulador do governo

Por Rafaela Lara Atualizado em 24 Maio 2017, 22h26 - Publicado em 24 Maio 2017, 11h39

O ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), assessor do presidente Michel Temer, pediu demissão na noite desta terça-feira. Mabel, considerado um importante articulador do governo, é o segundo assessor de Temer a sair do governo em 24 horas.

O ex-parlamentar, no entanto, não será exonerado – como aconteceu com o assessor Tadeu Filippelli, preso pela Polícia Federal nesta terça suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção em obras do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Filippelli é ex-vice-governador do Distrito Federal. Mabel ocupava o cargo de ‘colaborador voluntário’, portanto não recebia salário.

Mabel tinha o poder de articulação no Congresso e entre empresários e, assim como Filippelli e o próprio Temer, despachava do 3º andar do Palácio do Planalto. O ex-parlamentar foi citado na delação da Odebrecht acusado de pedir 2 milhões de reais, quando deputado, para aprovar uma medida provisória em 2004 que reduziria alíquota de impostos.

  • Em sua carta de demissão, Mabel alega que já havia combinado na semana passada que deixaria o governo e que precisava voltar para casa para retomar convivência com família.

    Em uma das partes, o ex-deputado elogia o governo Temer. “Graças ao bom Deus e sua credibilidade iniciou-se uma nova era, uma era de recuperação de um Brasil que havia sido praticamente destruído.”

    Além de Mabel e Filippelli, outros dois assessores de Temer deixaram o Planalto: José Yunes, que foi citado na delação da Odebrecht, e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), afastado da Câmara dos Deputados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser flagrado pela Polícia Federal carregando uma mala com 500 mil reais em propina – ele também é citado na delação da JBS. Rocha Loures assumiu o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio,que assumiu o Ministério da Justiça.

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