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Reviravolta: Polícia Civil investiga ameaças à mãe da menina Vitória

De acordo com as mensagens encontradas, Rosana Maciel Guimarães conversou com suposto autor do crime: "Estava aí no velório. Ainda não sabem quem sou"

A Polícia Civil apreendeu os celulares dos pais e testemunhas do desaparecimento de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, encontrada morta em uma estrada rural em Araçariguama no último sábado (16). De acordo com as mensagens encontradas, a mãe da menina, Rosana Maciel Guimarães, vinha recebendo ameaças desde quando Vitória desapareceu no dia 8 de junho, quando saiu de casa para andar de patins e não voltou mais.

Em um trecho da conversa que veio a público, a mãe responde ao suposto autor do crime: “Te agradeço pelo corpo da minha filha, agora ela mora no céu, um lugar onde você nunca saberá como será”. A outra pessoa retruca: “Você acha que brincou, brincou com a pessoa errada. Vou acabar com você. Não tenho medo da polícia. Estava aí no velório. Ainda não sabe quem sou”. O advogado da família Roberto Guastelli confirmou o diálogo e segundo ele Rosana não sabe dizer quem mandou as mensagens.

A polícia acredita que a menina foi sequestrada e assassinada, mas ainda investiga as circunstâncias e motivações do crime. Inicialmente, e com base em vários depoimentos, a polícia trabalhava com a hipótese de que Vitória foi morta por engano. Ela teria sido confundida com alguém da família de um usuário de drogas que devia dinheiro a traficantes.

Buscas

A garota foi sequestrada e levada de carro para o local onde acabou morta. Também há dúvida se Vitória foi assassinada no local ou se o corpo foi apenas deixado naquele lugar.Depois de oito dias de buscas que envolveram as polícias civil, militar, Corpo de Bombeiros e voluntários, o corpo de Vitória foi achado por um catador de latinhas, na Estrada de Aparecidinha, no bairro Caxambu, a sete quilômetros do local onde a menina foi vista pela última vez.

O cachorro que acompanhava o homem foi atraído para o interior da mata. Ele localizou o corpo e a Polícia Militar foi avisada. Os patins que a menina usava quando desapareceu estavam ao lado do corpo. Ela estava vestida com as mesmas roupas – shorts jeans e camiseta preta – do dia em que desapareceu. Um laudo prévio já foi repassado à Polícia Civil, mas nada foi divulgado em razão do sigilo decretado nas investigações.

Velório

Cerca de duas mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, acompanharam, na manhã de domingo (17), o sepultamento de Vitória no cemitério municipal de Araçariguama, interior de São Paulo.

O corpo foi velado durante a noite de sábado, após passar por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. Um clima de comoção marcou o velório e o sepultamento.

A mãe da menina, Rosana Guimarães, passou mal e não acompanhou o enterro. O pai, Beto Vaz, caminhou segurando a parte da frente do caixão.

Devido ao grande número de pessoas, uma ala do cemitério precisou ser isolada. Alunos da escola onde a menina estudava prestaram uma homenagem à Vitória.

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    Na verdade a única pessoa que a polícia deve respostas é a vítima.

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  2. Jose emanuel monteiro

    O criminoso, ou criminosos, certamente serão encontrados. Depois de julgados e condenados passarão um tempo na cadeia. Passada a comoção, tudo continuará como se a vida humana nada valesse. Até que ponto poderemos suportar tão triste e tenebrosa situação? Até quando?

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