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Operação deixa oito mortos na favela da Rocinha

Polícia Militar afirma que o Batalhão de Choque fazia patrulhamento de rotina quando entrou em confronto com criminosos

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 10 abr 2018, 16h35 - Publicado em 24 mar 2018, 11h36

Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro na favela da Rocinha terminou com ao menos oito mortes na manhã deste sábado. Segundo a PM, policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto com criminosos quando faziam patrulhamento de rotina. “Sete criminosos feridos foram socorridos ao Hospital Miguel Couto, mas não resistiram aos ferimentos“, afirmou o perfil da PM no Twitter. Mais tarde, o número de vítimas fatais foi atualizado para oito. Foram apreendidos um fuzil, sete pistolas e duas granadas.

A Delegacia de Homicídios do Rio (DH), órgão ligado à Polícia Civil, abriu investigação sobre as mortes. Os policiais militares estão sendo ouvidos na DH. As armas dos policiais militares envolvidos no tiroteio serão apreendidas.

  • Nas redes sociais, moradores lamentavam mais uma dia de violência na favela: “Infelizmente o dia começa ‘normal'”, disse conformado um morador. “Que nenhum inocente seja morto, porque só por Deus mesmo, sábado às 6 horas da manhã acordar desse jeito”, lamentou outra moradora em uma das páginas da comunidade.

    “Estava vindo do trabalho agora e tive que me jogar no chão da van junto com o motorista (…) na rua, os policiais dando tiro, sensação ruim, meu Deus”, informou outra.

    Alguns comentários nas redes sociais citavam a morte do policial Filipe Santos de Mesquita, da UPP Rocinha, no dia 21, como o motivo da incursão dos PMs neste sábado, em busca dos responsáveis pelo assassinato. A PM, porém, não se manifestou sobre se isso seria apenas uma especulação ou se seria verdade.

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