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O apoio do sindicato de funcionários do BC ao chefão do STF em meio ao caso Master

Contrários à matéria, servidores emitiram comunicado diante do aumento de chances de avanço da PEC de autonomia do BC

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2026, 18h38 • Atualizado em 23 jan 2026, 18h54
  • Em meio ao escândalo do Banco Master, o sindicato nacional dos funcionários do BC manifestaram apoio integral ao presidente do STF, Edson Fachin, e criticaram o projeto de autonomia da instituição financeira que tramita no Congresso Nacional.

    O magistrado defendeu o ministro Dias Toffoli e a Corte e demonstrou ser favorável à atuação do BC no caso Master. Para ele, todas as instituições de Estado precisam manter a liberdade institucional e o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro e a prevenção de riscos sistêmicos.

    Os servidores emitiram comunicado diante do aumento de chances de avanço da PEC de autonomia do BC, que, apesar de estar com a tramitação estacionada, ganhou força por conta do escândalo envolvendo o Master e da pressão dos advogados de Daniel Vorcaro sobre a liquidação da instituição financeira.

    Em nota, o sindicato destacou que a preservação da ordem democrática e econômica perpassa pelo fortalecimento de todas as instituições de Estado, com especial atenção ao BCB. Emendou que episódios como esse do Master não constituem fatos isolados, mas integram um cenário de pressões que visa fragilizar órgãos de regulação, fiscalização e controle.

    Na avaliação dos funcionários do BC, a eventual aprovação da PEC pode resultar na fragilização da independência funcional e abriria precedentes para a influência de interesses privados sobre as decisões regulatórias, comprometendo a isenção necessária ao exercício das competências do banco.

    Além de lamentar as dificuldades de acesso ao texto da PEC em tramitação no Senado, relatada por Plínio Valério, o sindicato registra que, há mais de um mês, solicitou audiência formal com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sem que houvesse qualquer retorno até o momento. “Este silêncio institucional compromete a legitimidade do processo legislativo e obstrui a interlocução indispensável com o corpo técnico da autarquia”.

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