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MST inviabiliza reforma agrária em Goiás

O movimento invadiu propriedade que seria usada para assentar 62 famílias

Por Hugo Marques - Atualizado em 30 Maio 2020, 15h15 - Publicado em 30 Maio 2020, 14h47

A Superintendência do Incra no Distrito Federal extinguiu um assentamento da reforma agrária no município de Flores de Goiás (GO), onde 62 famílias ganhariam terra. O cancelamento da inscrição do Assentamento Amaziles se deve a decisão judicial. Militantes ligados ao MST invadiram a área e inviabilizaram a reforma agrária no local.

O Assentamento começou a ser implantado em 2004, dentro da Fazenda Caiçara, uma área de 2.420 hectares. O MST invadiu a área antes das famílias inscritas receberem seus lotes e, no mesmo ano, a Justiça Federal, sob o argumento de que o imóvel rural estava ocupado, suspendeu a desapropriação. A sentença foi confirmada recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“As decisões judiciais favoráveis à extinção do processo de desapropriação têm como causa a invasão da área por pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), quando o referido imóvel já estava legalmente classificado como propriedade improdutiva”, diz o Incra. As 62 famílias que receberiam terra no assentamento, segundo o órgão, nem chegaram a ser instaladas no local.

O Incra informou que as  famílias foram atendidas em outros projetos de reforma agrária localizados na região, a  fazenda desapropriada foi devolvida aos antigos proprietários e os invasores do MST sumiram do local.

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