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Milhares vão às ruas no Rio e SP em atos contra morte de Marielle

Nas duas cidades, manifestantes pedem justiça, o fim da intervenção federal no RJ e até a extinção da PM; protestos também ocorrem em Salvador e Recife

Milhares de manifestantes foram às ruas no início da noite no Rio de Janeiro e em São Paulo para protestar contra o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e pedir justiça, investigação rápida e punição dos culpados, além de criticar a violência e a intervenção federal no estado.

No Rio, os manifestantes se concentraram diante do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no fim da tarde e depois seguiram pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia, na região central. Antes, o velório na sede da Câmara Municipal também reuniu uma multidão de manifestantes.

Protesto em frente ao Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o assassinato de Marielle Franco – 15/03/2018

Protesto em frente ao Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o assassinato de Marielle Franco – 15/03/2018 (Kevin David/A7 Press/Folhapress)

Em São Paulo, os manifestantes se concentram na região próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, que teve as duas pistas interditadas em razão do protesto. Além daqueles que manifestavam contra a morte da vereadora, o ato atraiu milhares de professores que se protestavam no centro contra o projeto do prefeito João Doria (PSDB) para alterar a Previdência municipal.

A manifestação paulistana era embalada pelos gritos de “por Marielle, eu digo não à intervenção!” e pedidos do fim da Polícia Militar – antes de morrer a vereadora fez duras críticas à atuação de policiais militares em Acari, região na Zona Norte do Rio.

“Essa manifestação é fundamental porque tentaram calar a Marielle. Infelizmente, brutalidades assim acontecem todo dia com pessoas da mesma origem social dela”, disse a vereadora Sâmia Bomfim, do PSOL, mesmo partido de Marielle. De acordo com a vereadora paulistana, o assassinato merece uma rigorosa investigação. “Tinha muita gente que queria vê-la calada. Ela denunciava a ação das milícias, por exemplo.”

Havia atos também em outras capitais, como no Recife, que reuniu centenas de pessoas, e em Salvador, onde ocorre o Fórum Social Mundial, evento internacional que reúne organizações e partidos de esquerda, como o PSOL, partido de Marielle.

Manifestantes participam de ato ecumênico pela memória da vereadora Marielle Franco em frente à Câmara de Vereadores de Recife

Manifestantes participam de ato ecumênico pela memória da vereadora Marielle Franco em frente à Câmara de Vereadores de Recife (Marlon Costa/Futura Press/Folhapress)

 

Comentários

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  1. Carlos Moura

    Não importa a filiação partidária. A cada morte o Brasil se apequena mais um pouco.

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  2. No mesmo dia da morte dessa defensora de bandidos e crítica da polícia, outro trabalhador honesto morreu baleado em frente ao seu filhinho pequeno, sem nenhuma reação diante de um assalto. Um tiro gratuito.
    E aí, estes infelizes farão manifestação para esse pai de família e para tantos outros que perdem a vida diariamente na mão destes bandidos?
    Hipócritas !!!

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  3. César Augusto

    Do empresário que foi morto cruelmente e sem motivo na frente do filho de 5 anos ninguém fala mas dessa comunista, amante de marginais não param de falar. País fracassado.

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  4. Moacir Corrêa

    Sinceramente??? De repente o mundo todo deu atenção à morte de alguém. Gente! Morre gente todo dia, assassinada, por falta de assistência, espancada, baleada, esfaqueada, balas perdidas, saraivadas de balas, dentro da barriga da mãe, nas escolas, nas ruas, em todo lugar, o tempo todo, especialmente no Rio de Janeiro. O que é isso agora? A vereadora é mais importante do que o resto da humanidade? Agora todo mundo quer justiça? Quanta hipocrisia!
    Realmente, é lamentável a morte dessa vereadora, que aliás, nunca vi, nem ouvi, agora só ouço falar… Chega a ser repugnante que a mídia faça tal estardalhaço e os eleitores façam tantas manifestações em homenagem a uma mulher, que luta simplesmente para aquilo que foi eleita, defender os interesses de seus eleitores.
    É bem verdade, que ninguém está acostumado a ter seus direitos e anseios defendidos pelos políticos que elegeram, mas daí, homenagear porque fez o que foi eleito para fazer… É a obrigação de todo político. É a mesma coisa que você se vangloriar por ser honesto, honrado, ora isso não é nenhuma virtude, é antes de mais nada, sua obrigação.

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