Marcha da Maconha reúne manifestantes pela legalização em São Paulo
Edição deste ano da manifestação acontece em meio a avanço na votação de projetos que debatem o tema no Congresso e no STF

Manifestantes se reuniam em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na avenida Paulista, na tarde deste domingo, 16, pela 16ª edição da Marcha da Maconha, que defende a descriminalização do uso da droga. De acordo com o movimento – que, neste ano, tem o mote “Bolando um futuro sem guerra” -, a proibição do uso da erva é fonte de violência e desigualdades no país.
“Sabemos que a proibição das drogas é o combustível da guerra do Estado contra pessoas negras, pobres e moradoras de quebradas”, diz o manifesto do movimento Marcha da Maconha São Paulo, organizador dos protestos. “Guerra que promove violência contra a juventude e opressão contra mulheres e corpos divergentes.”
Os manifestante ocuparam e fecharam uma das pistas da avenida Paulista – que, apesar de ser programada para fechar aos carros e ficar aberta aos pedestres todos os domingos durante o dia, tinha sido mantida aberta ao fluxo de veículos pela prefeitura de São Paulo neste domingo.
A manifestação acontece em um momento em que as discussões acerca da legalização da maconha avançam em diferentes direções nas esferas políticas. Na quarta-feira, 12, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC das Drogas, proposta de emenda constitucional que criminaliza o porte ou posse de qualquer quantidade de drogas. Com o voto a favor, o projeto tem carta verde para seguir a tramitação no Congresso.
O teor da PEC vai na direção oposta do posicionamento que se desenha no Supremo Tribunal Federal (STF), onde aguarda novo agendamento o julgamento de uma ação que pode descriminalizar o porte da maconha para uso pessoal. Com um placar parcial de 5 a 3 pela flexibilização da lei, o julgamento foi adiado em sua última sessão, em maio, depois de o ministro Dias Toffoli pedir vista e suspender a análise.