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Mãe sobrevive a tiroteio na catedral de Campinas e filho de 39 anos morre

Moradores de Hortolândia (SP), Sidnei Monteiro e Jandira Monteiro haviam combinado de se encontrar para ir a consulta de dentista em Campinas

Mãe e filho que haviam combinado de se encontrar na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) para ir a uma consulta de dentista às 14h30 desta terça-feira, 11, acabaram na mira do atirador Euler Fernando Grandolpho e foram baleados.

O eletricista da Unicamp Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. A dona de casa Jandira Prado Monteiro, de 62 anos, foi atingida por dois tiros de Grandolpho, um na mão direita e outro na clavícula, mas passa bem após ser atendida no Hospital Municipal Mário Gatti. Os dois são de Hortolândia (SP), a cerca de 25 quilômetros de Campinas.

Sílvio Antonio Monteiro, 47 anos, é filho de Jandira e irmão de Sidnei. Ele estava no 1º Distrito Policial de Campinas no início da noite desta terça, à espera da chegada do corpo do irmão ao Instituto Médico Legal (IML), e falou a VEJA.

“Deixei minha mãe no ponto de ônibus e segui para o centro (de Campinas). Mas quando recebi a ligação, como já havia recebido fotos de conhecidos no WhatsApp, senti algo no meu coração”, conta Sílvio.

Ele relata, contudo, que não disse à mãe que Sidnei não sobreviveu ao tiroteio. “Não consigo falar o que estou sentindo, porque nem vi meu irmão. Minha mãe pergunta dele toda hora, mas eu disse a ela que ele está bem, está sendo bem cuidado”, afirma Sílvio Monteiro.

Além de Sidnei Vitor Monteiro e do próprio Euler Fernando Grandolpho, que se suicidou em frente ao altar da catedral, morreram no atentado José Eudes Gonzaga, de 68 anos, Cristofer Gonçalves dos Santos, de 38 anos, e Eupídio Alves Coutinho, 51 anos.

Quatro pessoas ficaram feridas no ataque a tiros. Além de Jandira, que não precisou ser operada, um homem de 84 anos também foi atendido no Hospital Mário Gatti. Atingido no tórax e no abdômen, o idoso está em estado grave e passou por cirurgia.

Uma mulher baleada nas pernas foi levada ao Hospital de Clínicas da Unicamp e está estável; outro ferido é atendido no hospital Beneficência Portuguesa.

A polícia ainda não tem informações sobre o que teria motivado o tiroteio. Grandolpho, de 49 anos, era um analista de sistemas sem antecedentes criminais e vivia em Valinhos (SP), a cerca de 10 quilômetros de Campinas.