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Lamounier: “A classe C quer muito mais”

Por Da Redação - 19 Feb 2010, 19h33

Nos últimos sete anos, aproximadamente 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. O resultado é que a classe C, como os sociólogos classificam o grupo de pessoas que acaba de vencer a pobreza, se tornou a mais numerosa do país, com 90 milhões de brasileiros, praticamente a metade da população.

A classe C já detém a maior fatia da renda nacional. Essa evolução evidencia o amadurecimento social e econômico do Brasil, que experimenta transformações benéficas semelhantes àquelas ocorridas em maior escala na China e na Índia. Em A Classe Média Brasileira – Ambições, Valores e Projetos de Sociedade (Editora Campus/Elsevier; 192 páginas; 49 reais), que acaba de chegar às livrarias, os sociólogos Bolívar Lamounier e Amaury de Souza analisam essa transformação – e buscam entender qual o significado político desse fenômeno.

Como identificar a classe C no Brasil?

Pode-se determiná-la por meio da renda ou de seu nível educacional. Mas, em linhas gerais, ela é representada pelas famílias cuja renda mensal vai de 1.115 a 4.807 reais. Seu crescimento, nos últimos anos, é uma consequência direta da estabilidade econômica.

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Essa classe média emergente se encorpou durante o atual governo. Isso não a torna eleitorado cativo do PT?

Não, de jeito nenhum. A classe C não é fruto do atual governo. Sua origem pode ser creditada à globalização, que nos aproximou dos outros países. Mas isso só foi possível porque a economia do país fora estabilizada, e a sua moeda passou a ser respeitada. Acho um equívoco imaginar que os brasileiros emergentes sejam favas contadas pró-governo nas próximas eleições.

Leia a entrevista completa em VEJA desta semana (na íntegra exclusivo para assinantes).

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